A seca que se estende há dez meses derrubou a produtividade das lavouras de batata-doce no oeste paulista e provocou forte alta no preço do tubérculo.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) mostram que a região responde pela maior parte da produção no estado de São Paulo, com mais de 4,5 mil hectares plantados no último ano. A falta de chuva em 2025 restringiu o avanço das áreas cultivadas e afetou diretamente o rendimento dos agricultores.
Em Caiabu (SP), o produtor Sadão Suyama, que cultiva a variedade mineirinha há quase cinco décadas, está colhendo menos da metade do volume esperado por alqueire. “Sem irrigação, a batata não se desenvolveu”, lamenta.
Além da queda no volume, a qualidade da raiz também sofreu. O engenheiro agrônomo Edgard Henrique Costa Silva explica que tamanho reduzido e casca enfraquecida são reflexos do déficit hídrico. Muitos agricultores adiaram a colheita, o que aumentou o risco de pragas e perdas no campo.
Em Álvares Machado (SP), Luiz Rocha cultiva 70 hectares com quatro variedades, entre elas a cambará, de casca rosada e polpa amarela. Ele estima que 90% das lavouras da região dependem exclusivamente da chuva. Com a oferta menor, a caixa de 26 quilos saiu de R$ 14, em 2024, para R$ 60 neste ano.
Edgard Costa Silva alerta que a valorização pode atrair novos produtores e, futuramente, gerar superoferta, pressionando novamente os preços do mercado.
Por enquanto, a estiagem segue como principal preocupação dos agricultores, que tentam minimizar perdas enquanto aguardam pela regularização das chuvas.
Informações detalhadas sobre manejo de batata-doce em períodos de baixa umidade podem ser consultadas no portal da Embrapa, referência nacional em pesquisa agropecuária.
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Mesmo com perspectivas de recuperação apenas quando as chuvas retornarem, produtores seguem atentos às estratégias para garantir a próxima safra. Continue acompanhando nosso site para saber como o mercado agrícola reage às mudanças climáticas.
Com informações de G1
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