O Workshop de Descomissionamento das 26 plataformas instaladas na Bacia Sergipe-Alagoas, realizado ontem, revelou projeções otimistas para a economia sergipana. Apresentado pela FGV Energia, o levantamento foi encomendado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
Emprego, infraestrutura e atração de empresas
De acordo com o estudo, Sergipe reúne condições logísticas e de localização capazes de atrair fornecedores e diversificar a cadeia envolvida no descomissionamento. A Petrobras já autorizou R$ 16 bilhões para a atividade, volume que pode trazer ao estado milhares de empregos diretos e indiretos ao longo de aproximadamente dez anos.
No evento, o governador Fábio Mitidieri reafirmou o interesse do Executivo em “reindustrializar” o estado e disse que quem investir encontrará um governo parceiro. Segundo ele, concentrar as atividades de retirada das estruturas em Sergipe estimula a qualificação de mão de obra, fortalece a indústria local e facilita a chegada de novos atores ao mercado. O gestor adiantou ainda que o governo trabalha para tornar-se sócio majoritário da Sergas e deve anunciar outros aportes em breve.
O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Pietro Mendes, ressaltou que o processo — que envolve desmontagem, remoção, limpeza de resíduos e recuperação ambiental — pode transformar o projeto Sergipe Águas Profundas em um novo polo de gás natural, com impacto significativo na oferta energética do país.
Além do diagnóstico sobre plataformas, a FGV elaborou estratégias para viabilizar a Universidade Estadual de Sergipe (Unese), criada por lei em dezembro passado. A previsão é que o primeiro vestibular ocorra até o fim deste ano e que o concurso para servidores seja realizado no segundo semestre de 2026.
Para o diretor-presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, o estudo nasceu de uma solicitação do governador após o anúncio da Petrobras de desativar as unidades offshore. “Era preciso avaliar toda a logística e os recursos necessários”, explicou, destacando o peso do investimento para o estado.
Fonte: Jornal do Dia




