WASHINGTON (24.out.2025) – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) sanções contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. A medida congela eventuais ativos do chefe de Estado colombiano em território norte-americano e estende-se à primeira-dama, Verónica Garcia, ao filho Nicolás Petro Burgos e ao assessor Armando Villaneda.
Segundo o comunicado, Petro teria “permitido a prosperidade de cartéis de drogas” e “concedido benefícios a organizações narcoterroristas”, o que, de acordo com a pasta, resultou em “níveis recordes de cultivo de coca e produção de cocaína” na Colômbia. O Tesouro, contudo, não apresentou provas que sustentem as acusações.
Alcance das restrições
A sanção inclui:
- Bloqueio de quaisquer bens ou contas nos EUA em nome dos quatro citados;
- Proibição de transações financeiras com cidadãos ou empresas norte-americanas;
- Inclusão de Petro e familiares na lista de fiscalização da Office of Foreign Assets Control (OFAC).
Troca de acusações
A decisão ocorre após uma escalada verbal entre Petro e o presidente Donald Trump. Na quinta-feira (23), o líder colombiano disse que os ataques norte-americanos a embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico configuram “execuções extrajudiciais”. Trump respondeu chamando Petro de “líder narcotraficante”.
Reação de Bogotá
Em nota, Gustavo Petro negou qualquer ligação com o tráfico de drogas e afirmou que “luta contra o narcotráfico há décadas”. Ele classificou as sanções como “paradoxo” e acrescentou que não ficará “de joelhos”.
Operações navais contestadas
Desde 2 de setembro, os Estados Unidos realizaram nove bombardeios a barcos suspeitos de transportar entorpecentes em águas internacionais, resultando em 37 mortes, conforme dados do governo norte-americano. A Colômbia alega que ao menos uma dessas ações violou suas águas territoriais e deixou um pescador local morto.
Entidades de direitos humanos das Nações Unidas também questionaram a legalidade das operações, afirmando que o uso de força letal sem base jurídica adequada “equivale a execuções extrajudiciais”.
Com o bloqueio de bens e a proibição de negócios, as relações entre Washington e Bogotá atravessam seu ponto mais tenso desde que os EUA retiraram a Colômbia da lista de aliados na luta antidrogas, no início deste ano.
Com informações de G1
De acordo com nota oficial do Departamento do Tesouro dos EUA, as restrições entram em vigor imediatamente.
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