O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), informou nesta quarta-feira (20) que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos reclassificou exportações brasileiras que contêm aço e alumínio na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, reduzindo a carga tarifária aplicada ao país.
O anúncio foi feito após reunião de Alckmin com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Brasília. O encontro tratou de projetos voltados ao comércio exterior.
Principais pontos
• Aço e alumínio brasileiros vinham sofrendo tarifa total de 50%, resultado de uma sobretaxa de 40% determinada pelo então presidente Donald Trump.
• Com a nova decisão, bens que incorporam esses metais passam a pagar a mesma alíquota aplicada a outros países, alinhada aos parâmetros da Seção 232.
• Segundo Alckmin, o alívio atinge US$ 2,6 bilhões em exportações – cerca de 6,4% dos US$ 40 bilhões vendidos anualmente pelo Brasil aos EUA.
• Máquinas, equipamentos e motocicletas estão entre os itens mais beneficiados pela mudança.
Impacto na competitividade
“Fizemos a conta e US$ 2,6 bilhões saem da tarifa de 50% e entram na Seção 232, o que iguala nossa competitividade ao resto do mundo”, afirmou o vice-presidente. Para ele, a medida ameniza parte dos efeitos do chamado “tarifaço” norte-americano, que havia atingido diversos produtos brasileiros desde a imposição em 2025.
Contexto das sobretaxas
O governo dos Estados Unidos justificou o aumento tarifário de 2025 como reação a ações que, na visão da Casa Branca, ameaçariam a segurança nacional. Embora quase 700 itens tenham ficado isentos, commodities importantes como café, carne bovina e frutas passaram a pagar a sobretaxa.
Entre os produtos poupados continuam aeronaves civis, veículos de passageiros, smartphones, fertilizantes, petróleo, gás natural, suco de laranja, castanha-do-Brasil, ouro, prata, alumina, ferroníquel, livros, filmes e obras de arte.
O governo brasileiro estuda medidas complementares para amortecer os impactos sobre setores ainda afetados, em especial os segmentos agrícola e de proteína animal.

Imagem: Mateus Bonomi via g1.globo.com
Mais detalhes sobre a Seção 232 podem ser consultados no site do Departamento de Comércio dos EUA.
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Fique por dentro: medidas como a anunciada hoje impactam diretamente a balança comercial e o desempenho de setores estratégicos. Continue acompanhando nossas atualizações para entender como essas mudanças podem repercutir na economia brasileira.
Com informações de g1.globo.com
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