As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram 314,7 mil toneladas em setembro, o maior volume registrado para um único mês, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado supera o recorde anterior, de 276,9 mil toneladas, obtido em julho.
O desempenho expressivo ocorreu apenas um mês depois de os Estados Unidos aplicarem tarifa total de 76,4% sobre o produto nacional — acréscimo de 50 pontos percentuais à alíquota já existente de 26,4%. Mesmo com o encargo, parte dos embarques ao mercado norte-americano foi mantida, sustentada por contratos firmados anteriormente e pela competitividade de cortes de maior valor agregado.
Como o setor compensou o impacto
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o setor direcionou volumes maiores a outros destinos, como o México, além de ampliar os envios à China, principal compradora da proteína brasileira. A estratégia de diversificação ajudou a neutralizar a perda estimada de embarques aos EUA, que deve ficar em torno de 7 mil toneladas, afirmou o presidente da entidade, Roberto Perosa.
Em agosto, primeiro mês completo sob as novas tarifas estadunidenses, o Brasil exportou 268,6 mil toneladas. Ainda assim, a demanda internacional permaneceu firme, impulsionada por menor oferta de animais em importantes produtores, como os próprios EUA.
O Brasil segue como maior exportador mundial de carne bovina e, segundo especialistas, a reconfiguração de rotas comerciais abre espaço para consolidar novos parceiros. A expectativa é de que o setor continue monitorando o cenário tarifário e a evolução da demanda global.
Dados detalhados sobre as vendas externas podem ser consultados no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável pela divulgação estatística.
Para acompanhar outras movimentações do agronegócio no exterior, visite nossa editoria Internacional.
As exportações recordes reforçam a relevância do Brasil no fornecimento de proteína animal. Continue acompanhando nosso portal para não perder atualizações sobre mercado, tarifas e destinos da carne bovina.
Com informações de g1.globo.com
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








