O Brasil abriga uma ampla diversidade de méis, com diferenças de cor, textura e sabor que vão do extremamente doce ao levemente ácido. Entre as versões mais valorizadas, produzidas por abelhas nativas sem ferrão, o litro pode alcançar R$ 600, de acordo com a pesquisadora Fábia de Mello, da Embrapa.
Abelhas com ferrão
Nos supermercados, predominam os méis gerados por abelhas africanizadas (Apis mellifera), espécie introduzida no país. Elas formam colônias maiores, trabalham por mais horas e, consequentemente, oferecem maior volume de mel. Os principais tipos fabricados por essas abelhas recebem o nome das floradas:
- Laranjeira – tonalidade clara e sabor levemente ácido; comum em São Paulo e Minas Gerais.
- Eucalipto – mais escuro, rico em minerais e tradicionalmente usado como expectorante; produzido no Sul e Sudeste.
- Bracatinga – conhecido como melato, resulta de um líquido açucarado excretado por cochonilhas que sugam a seiva da bracatinga; cor escura e menor teor de glicose.
- Silvestre – mistura de diversas flores, ampla distribuição nacional.
- Cipó-uva – quase transparente, típico do Cerrado mineiro.
O preço médio do litro desses méis gira em torno de R$ 47.
Abelhas sem ferrão
Nativas do Brasil, as abelhas sem ferrão produzem menos mel por formarem colônias menores e terem menor tempo de atividade diária. O litro começa em R$ 120 e pode ultrapassar R$ 600.
Nesse grupo, o mel é identificado pela espécie produtora:
- Borá – sabor suave com leve toque salgado que lembra queijo; indicado para saladas e peixes.
- Jataí – cor clara, acidez discreta e aroma amadeirado; apreciado por propriedades medicinais.
- Mandaçaia – claro, quase transparente, com leve cítrico; produzido no Sul e Sudeste.
- Tiúba ou Uruçu-cinzenta – muito doce, translúcido e aroma floral marcante; comum no Maranhão e Pará.
Esses méis apresentam teor de água mais alto, o que favorece fermentação natural e cria perfis sensoriais valorizados na alta gastronomia.
A pesquisadora Fábia de Mello destaca que mais de 250 espécies de abelhas sem ferrão estão catalogadas no Brasil, sendo cerca de 100 com iniciativas de criação. Já a bióloga Kátia Aleixo ressalta que o uso de potes de cerume no armazenamento também influencia o sabor final.
Com informações de G1
Segundo o Ministério da Agricultura, o país é o sexto maior exportador de mel do mundo, reforçando o potencial econômico dessa biodiversidade.
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Este conteúdo apresenta a variedade de méis produzidos no Brasil e mostra como as espécies de abelhas influenciam preço e sabor. Continue navegando e descubra mais temas fascinantes em nosso site!
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