BRASÍLIA – O governo federal oficializou a indicação de Guilherme Santos Mello para integrar o conselho de administração da Petrobras e já sinalizou que ele deve assumir a presidência do colegiado a partir da assembleia de 16 de abril, movimento que pode redefinir o rumo da estatal e do setor de energia.
- Em resumo: Secretário de Política Econômica pode virar presidente do conselho da Petrobras em menos de 40 dias.
Por que a escolha de Mello importa agora?
Economista com doutorado pela Unicamp e passagens pelo BNDES e PPSA, Mello carrega a confiança direta do Ministério da Fazenda. Sua possível ascensão ocorre enquanto a companhia revisa metas de investimento e distribuição de dividendos, temas sensíveis ao mercado e acompanhados de perto por dados oficiais da Câmara Federal.
No comunicado, a Petrobras reforçou que a indicação seguirá todos os ritos de governança antes da AGO, destacando o cumprimento de requisitos de integridade e gestão.
“Essas indicações serão submetidas à análise dos requisitos legais, de gestão e integridade pertinentes”, informou a companhia.
O que muda até a assembleia de 16 de abril
Até a votação, o comando interino seguirá com Marcelo Weick Pogliese, eleito após a saída de Bruno Moretti para o Ministério do Planejamento. Caso Mello seja confirmado, a estatal passará a ter, simultaneamente, um conselho alinhado à política econômica e uma diretoria focada em expansão de ativos estratégicos.
Investidores observam a possibilidade de ajustes no plano estratégico, enquanto sindicatos avaliam o impacto nos programas de transição energética. Detalhes devem ser apresentados no encontro que, tradicionalmente, define orçamento e plano de investimentos para o próximo triênio.
Crédito da imagem: Divulgação
Para entender outras manobras políticas que movimentam o setor, acesse nossa editoria de Política.
E você, acredita que a indicação de Mello pode acelerar mudanças na Petrobras? Deixe sua opinião na seção de comentários!




