BRASÍLIA – O Ministério do Trabalho e Emprego avalia liberar R$ 17 bilhões do FGTS, medida que promete reduzir imediatamente a pressão das dívidas de cartão de crédito sobre milhões de trabalhadores.
- Em resumo: pacote combina liberação direta de saldos e devolução de valores bloqueados além do necessário.
Dois pacotes, um mesmo alívio
A primeira frente abre entre R$ 9 bi e R$ 10 bi para quitação de débitos, com foco em quem recebe salários menores. Detalhes sobre o teto salarial ainda estão sendo finalizados.
Já o segundo movimento devolve cerca de R$ 7 bi a 10 milhões de pessoas que anteciparam o saque-aniversário e tiveram parte do fundo bloqueada como garantia bancária. Segundo técnicos, a retenção excedente é comum e, agora, deve voltar para a conta do trabalhador.
“Há casos em que R$ 10 mil foram bloqueados para cobrir uma dívida real de apenas R$ 6,4 mil”, admite a pasta.
Entenda a engrenagem financeira
Além de desafogar o bolso, a proposta se alinha ao plano federal de renegociação que unifica dívidas de cartão e crédito pessoal, oferecendo descontos que podem chegar a 80%. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) acompanha as conversas sobre garantias e prazos.
Para sair do papel, a iniciativa precisa de Medida Provisória, o que indicaria prioridade política em ano de baixa popularidade do governo.
Por que isso pesa no seu bolso?
Com o juro rotativo do cartão ultrapassando 400% ao ano, a injeção dos recursos do FGTS pode significar a troca de uma dívida cara por outra de custo praticamente zero, preservando o saldo futuro para emergências.
Especialistas lembram, porém, que o uso do fundo para consumo reduz a reserva trabalhista. A decisão final exige equilíbrio entre aliviar o presente e proteger o amanhã. Acompanhe também outras movimentações econômicas recentes na nossa editoria de Economia.
Crédito da imagem: Divulgação / Jornal Nacional
E você, usaria parte do seu FGTS para zerar o cartão ou prefere manter o dinheiro rendendo no fundo? Participe nos comentários da editoria de Economia.




