A FICCO cumpriu três mandados de busca — dois em Aracaju e um em Maceió — na operação Usurero nesta quarta (16). A ação busca bloquear bens de origem ilícita e parar o esquema de agiotagem, extorsão e ameaças.
Um grupo suspeito de atuar com agiotagem, extorsão e ameaças foi alvo da operação Usurero, deflagrada nesta quarta-feira (16) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE). Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Aracaju e um na capital alagoana.
A operação também busca identificar e bloquear bens e ativos que possam ter origem ilícita, além de interromper a atuação do grupo e responsabilizar os envolvidos. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE).
Segundo as investigações, os suspeitos ofereciam empréstimos com juros abusivos e ilegais e recorriam a intimidações, ameaças graves e, em alguns casos, violência para cobrar as dívidas. Em Sergipe, a investigação apura possíveis vínculos do grupo com atividades como tráfico de drogas, crimes violentos, agiotagem, extorsão e ameaças relacionadas a disputas territoriais.
Na prática, as ações de busca e apreensão visam reunir provas que possam demonstrar a dinâmica das operações do grupo, localizar bens de possível origem ilícita e colher elementos para eventual responsabilização criminal. A investigação também pretende mapear rede de contatos e eventuais facilidades financeiras que permitam a circulação e ocultação de recursos.
A operação Usurero faz parte da operação Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em diferentes estados para combater organizações criminosas ligadas a facções que atuam no país. Em Sergipe, a atuação integrada busca articular recursos de investigação, inteligência e policiamento para ampliar o alcance das medidas judiciais.
A ação contou com apoio da FICCO de Alagoas, da Diretoria de Inteligência e da CME da Polícia Militar de Alagoas, além do DENARC/SE, do BOPE e do BPRv da Polícia Militar de Sergipe. A FICCO/SE reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Autoridades envolvidas afirmam que as diligências continuarão até que os objetivos da operação — interrupção das práticas ilícitas, bloqueio de ativos e recolhimento de provas — sejam alcançados. Procedimentos judiciais posteriores poderão envolver medidas cautelares e solicitações de indiciamento, conforme o avanço das apurações.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








