São Cristóvão/SE – Um curta-metragem totalmente gravado em Libras e criado como Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Federal de Sergipe acaba de conquistar espaço na Short Film Corner | Rendez-vous Industry do Festival de Cannes, que ocorre de 12 a 23 de maio de 2026, na França.
- Em resumo: “Óleo” é o primeiro filme universitário sergipano a cruzar as portas de Cannes.
Como um TCC virou passaporte para o maior tapete vermelho
Com 15 minutos de duração, “Óleo” nasceu da inquietação de estudantes diante do derramamento de óleo que atingiu o litoral nordestino em 2019. A narrativa mistura drama familiar e alerta ambiental, mas seu diferencial é a língua de sinais que permeia todo o roteiro, reforçando inclusão e identidade regional.
A vitória expõe a força do ensino público: segundo dados do Ministério da Educação, mais de 80% da produção científica brasileira sai de universidades federais, cenário que agora também se reflete no audiovisual.
“A presença de ‘Óleo’ em Cannes representa a realização de um sonho. Ver meu primeiro filme nesse festival é algo indescritível”, afirma o diretor Ariel Barros.
Impacto para o cinema sergipano e além
Para Ariel e o produtor Gustavo Rayner, a seleção serve de vitrine e pode abrir portas para toda a cadeia criativa local. Eles esperam atrair novos olhares e investimentos, mostrando que barreiras geográficas não limitam a arte feita no Nordeste.
O uso exclusivo de Libras também é apontado como fator de originalidade. Além de dialogar com a comunidade surda, o filme amplia o debate sobre acessibilidade em produções independentes, tendência que tende a ganhar força em festivais internacionais.
Crédito da imagem: Divulgação
E você, acredita que essa conquista pode impulsionar mais projetos inclusivos no cinema brasileiro? Acompanhe outras atualizações em nossa editoria de notícias.




