Uma ação rápida do Núcleo de Atendimento à Mulher e Demais Grupos Vulneráveis, com apoio da Delegacia Regional de Tobias Barreto, resultou na prisão em flagrante de um jovem de 20 anos por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. A operação ocorreu na sexta-feira, 26/06, no município do agreste sergipano, logo após a Justiça conceder medidas protetivas à vítima, também de 20 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na quinta-feira, 25/06, a mulher relatou ter sido agredida fisicamente, insultada e ameaçada de morte pelo ex-companheiro. Ela afirmou à polícia que foi enforcada e que o suspeito apontou um revólver para o seu rosto diante de familiares e da filha do casal, uma bebê de 10 meses. Os detalhes sensibilizaram os investigadores, que solicitaram de imediato à 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto a apreensão da arma e a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
O pedido foi deferido na manhã seguinte, permitindo que as equipes policiais se dirigissem ao endereço do investigado para cumprir a decisão judicial. Durante a abordagem, o homem informou espontaneamente que havia escondido o armamento em uma construção desabitada na vizinhança. No local indicado, os agentes encontraram um revólver calibre .32, junto com seis munições, ocultos dentro de um cano da rede subterrânea de esgoto.
O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia, onde o Auto de Prisão em Flagrante foi formalizado. Ele permanece à disposição da Justiça, podendo responder pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e violência doméstica, entre outros previstos no ordenamento legal.
A Polícia Civil destacou que o intervalo inferior a 24 horas entre o registro da ocorrência, a concessão das medidas protetivas e a retirada da arma das ruas demonstra a efetividade do protocolo de atendimento em casos de violência doméstica.
“A rapidez entre o registro da ocorrência, a concessão das medidas protetivas e a retirada da arma de circulação reforça o compromisso da instituição no enfrentamento à violência doméstica e na proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade.”
Além de garantir a segurança imediata da jovem e de sua filha, a corporação avalia que a prisão em flagrante contribuiu para evitar uma possível escalada de violência. As investigações continuam para apurar outras eventuais infrações cometidas pelo suspeito e oferecer suporte psicológico e jurídico à vítima, como determina a legislação.
A Polícia Civil orienta que vítimas ou testemunhas de violência doméstica procurem qualquer unidade policial ou façam denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.
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