Aracaju/SE – O Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) acaba de realizar sua primeira angioplastia de carótida, marco que amplia a assistência de alta complexidade e eleva a linha de cuidado vascular oferecida pelo SUS no estado.
- Em resumo: procedimento minimamente invasivo reduz risco de AVC em paciente com 90% de obstrução.
Por que o procedimento é um divisor de águas
Implantado há apenas dez meses, o Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto passa a oferecer a angioplastia de carótida ao lado de arteriografias e outras intervenções. A técnica chega como alternativa menos agressiva à endarterectomia aberta, alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde para redução de complicações cardiovasculares.
No caso inaugural, o aposentado Carlos Roberto dos Santos, 71 anos, sofria ataques isquêmicos transitórios e apresentava estenose de 90% na artéria carótida interna esquerda – condição que poderia evoluir rapidamente para acidente vascular cerebral.
“É um procedimento seguro, que exige equipe capacitada e proporciona recuperação mais rápida ao paciente”, detalhou o cirurgião vascular João Chaves.
Recuperação rápida e SUS fortalecido
Durante a intervenção, um cateter inserido pela artéria femoral alcança o pescoço, onde imagens em tempo real localizam a obstrução. Um filtro previne microembolizações, enquanto o stent e o balão restauram o fluxo sanguíneo, mantendo o paciente acordado para monitoramento neurológico contínuo.
Além de menor risco de complicações, o pós-operatório exige menos tempo de internação, liberando leitos e agilizando o atendimento de novos casos. A conquista consolida o Huse como referência regional, gestão compartilhada com a Fundação Bahiana de Cardiologia.
Para Carlos Roberto, o avanço já é palpável: “Quero seguir minha vida normalmente. Fui muito bem tratado e sem sequelas”, comemorou.
No fim, o feito reforça a importância do investimento público em tecnologia de saúde e qualificação de equipes, etapa essencial para enfrentar o índice crescente de AVCs no Brasil.
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