Em 26 de maio de 2026, Sergipe celebra uma virada histórica na oferta de serviços de saúde. Nos últimos três anos, o Governo do Estado elevou o investimento público no setor para R$ 3,6 bilhões, o que representa 17,68% da receita estadual e supera com folga os 12% exigidos pela Constituição. O reforço orçamentário permitiu ampliar em quase 82% os atendimentos ambulatoriais, que saltaram de 11 milhões, em 2022, para mais de 20 milhões no ano passado.
A expansão atinge todas as regiões. No Alto Sertão, a primeira UTI do Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória começou a operar com dez leitos e atendimento 24 horas, reduzindo a necessidade de transferências para Aracaju. Já no agreste, o Centro de Especialidades Médicas Dr. José Luciano Siqueira, em Itabaiana, reúne consultas em cardiologia, endocrinologia, ortopedia, angiologia, oftalmologia e exames de imagem, diminuindo a fila por atendimento especializado.
“O que Sergipe avançou em saúde nos últimos três anos levaria cerca de 16 anos para acontecer em outros períodos. Estamos vivendo uma transformação histórica, com modernização da rede e mais acesso da população aos tratamentos especializados”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer.
Segundo ele, o eixo central da política pública é garantir diagnóstico precoce e tratamento imediato. Exemplo disso é o Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda Chagas. Inaugurado há seis meses, o hospital já realizou mais de 11 mil atendimentos e superou quatro mil sessões de quimioterapia, além de aumentar em 150% os pontos de infusão para pacientes adultos.
“O atendimento aqui é perfeito, confortável e acolhedor. Isso ajuda muito no tratamento”, relatou a cabeleireira Daniela dos Santos, de 36 anos, em meio a uma sessão de quimioterapia.
Outra referência estadual, o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) recebeu mais de R$ 30 milhões em novos equipamentos. A chegada de tomógrafos, ressonância magnética com inteligência artificial e a ampliação da hemodinâmica diminuíram o tempo de espera por exames e cirurgias de alta complexidade.
Na frente das cirurgias eletivas, o programa Opera Sergipe passou da marca de 60 mil procedimentos em 34 especialidades. Entre elas estão cirurgias bariátricas, ginecológicas e ortopédicas.
“Eu sentia muitas dores e não conseguia trabalhar. Depois da cirurgia de hérnia voltei à minha rotina. Se fosse pelo procedimento normal, talvez ainda estivesse esperando”, contou o coletor de recicláveis Paulo Pinheiro, de 64 anos.
Também voltado à qualidade de vida, o Enxerga Sergipe devolveu a visão a mais de 12 mil sergipanos com cirurgias de catarata e pterígio.
“Quando operei o primeiro olho já voltei a costurar. Agora, com os dois olhos operados, enxergo tudo com clareza”, comemorou a aposentada Gizélia Alves Silva, de Cedro de São João.
A descentralização da assistência mudou a rotina de pacientes em casos de urgência. Melky Shinayder Bezerra Lima atribui à UTI do Sertão a agilidade no seu atendimento:
“Se não tivesse vaga de UTI, eu poderia ter morrido. Apareceu a vaga no sertão e fui encaminhado para lá.”
Para facilitar o deslocamento das equipes de socorro, o Samu 192 Sergipe foi completamente renovado com 97 novas ambulâncias e motolâncias, ampliando a cobertura no interior e reduzindo o tempo de resposta.
A feirante Sueli dos Santos, de 61 anos, resume a percepção de quem agora encontra atendimento mais perto de casa:
“Temos tudo aqui na mão. Antes era muito difícil conseguir consulta especializada; hoje ficou muito mais fácil.”
Com investimentos concentrados em infraestrutura, tecnologia e capacitação, Sergipe consolida uma rede de saúde mais humanizada e resolutiva, beneficiando milhões de sergipanos que, até pouco tempo, dependiam de longas filas ou deslocamentos para resolver problemas de média e alta complexidade.
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