A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou nesta segunda-feira, 2, uma força-tarefa em Itabaiana, no Agreste sergipano, para reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti. Três carros fumacês passaram a circular duas vezes ao dia e permanecerão no município por quatro semanas, medida adotada depois que o primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 apontou alto risco de infestação.
Segundo o LIRAa, Itabaiana registrou índice de 5,1, acima do limite de 4,0 considerado de alto risco. No mesmo levantamento, Simão Dias apareceu com 4,3. O Aedes aegypti é o vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, doenças que podem levar a complicações graves de saúde.
Medida complementar ao trabalho dos agentes
De acordo com a gerente de endemias da SES, Sidney Sá, o fumacê “é uma ação complementar porque atinge o mosquito na fase adulta, mas não substitui o trabalho diário dos agentes de combate às endemias, que focam na eliminação dos criadouros”. Ela reforçou que a colaboração da população permanece essencial para manter recipientes sem água parada e reforçar a educação em saúde.
A secretária municipal de Saúde de Itabaiana, Genilza Santos, relatou que o pedido para uso dos veículos foi feito após a confirmação do elevado índice de infestação. “Sabemos que essa é uma das medidas que agregam benefícios na eliminação do mosquito”, afirmou.
Orientações à população
Durante a passagem dos carros, a SES recomenda que portas e janelas permaneçam abertas para facilitar a dispersão do inseticida. Crianças não devem permanecer nas ruas nem correr atrás dos veículos, evitando acidentes.
A participação comunitária segue decisiva no combate ao vetor. A manicure e moradora da cidade Sayonara Souza contou que mantém recipientes limpos e sem água parada por temer a dengue: “Essa ação do fumacê foi maravilhosa porque o município estava precisando. Dengue é coisa séria, mata”.
O LIRAa classifica como baixo risco índices de 0 a 0,9; médio risco de 1,0 a 3,9; e alto risco acima de 4,0. A SES reforça que eliminar focos de água parada em vasos de plantas, caixas d’água destampadas, pneus e outros recipientes continua sendo a forma mais eficaz de interromper a proliferação do mosquito.
Fonte: Saúde/SE




