Brasília – O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) foi detido preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado, 22 de junho, em cumprimento a mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Agentes da PF efetuaram a prisão na residência onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, localizada no Jardim Botânico, área de alto padrão do Distrito Federal. Em seguida, o ex-chefe do Executivo foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde ocupará uma sala de Estado — espaço reservado para autoridades que já ocuparam cargos de alta relevância.
Em nota oficial, a corporação confirmou que o mandado é preventivo e visa “garantir a ordem pública”. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o advogado Celso Villardi, responsável pela defesa do ex-presidente, ratificaram a informação.
Motivação da medida
A decisão foi tomada após a PF avaliar que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a sexta-feira, 21, representava risco para participantes e agentes de segurança. O senador havia chamado apoiadores a se reunirem em solidariedade ao pai.
Situação de saúde
Por causa do histórico de cirurgias de Bolsonaro, a defesa estuda solicitar ao STF a conversão da prisão preventiva em domiciliar, modelo já aplicado ao ex-presidente Fernando Collor em situação semelhante.
Mais detalhes sobre o andamento do processo e eventuais recursos deverão ser apresentados pela defesa nas próximas horas.
Segundo dados do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva é autorizada quando há indícios de ameaça à ordem pública ou à instrução processual.
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O ex-presidente permanece sob custódia da Polícia Federal até nova decisão do Supremo.
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Com informações de FaxAju
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