BRASÍLIA/DF – Ao acompanhar a alta médica do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou 14 dias internado e agora cumpre 90 dias de prisão domiciliar, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que, “por enquanto, política zero”. A declaração, dada nesta sexta-feira (27), derruba especulações sobre uma possível candidatura dela ao Senado.
- Em resumo: Michelle diz que renuncia “qualquer coisa” para cuidar do marido de 71 anos, internado por broncopneumonia e agora sob vigilância judicial.
“Política zero”: Candidatura fora do radar
Perguntada sobre disputar o Senado pelo Distrito Federal, Michelle foi taxativa: a prioridade é a família imediata. O posicionamento chega em meio a debates internos do PL e a análises no Congresso Nacional sobre quem herdará o capital político bolsonarista nas próximas eleições.
Segundo ela, a licença das agendas partidárias permanecerá “enquanto for necessário” para acompanhar o tratamento clínico e as demandas judiciais do ex-presidente.
“O fato de ele estar em casa já me enche de felicidade”, disse Michelle, destacando que apenas ela e os filhos podem visitá-lo em dias determinados.
Visitas controladas e nova cirurgia no horizonte
Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a prisão domiciliar segue o protocolo da chamada “Papudinha”, com circulação limitada na residência do Condomínio Solar de Brasília. O cardiologista Brasil Caiado relatou que Bolsonaro “está equilibrado”, mas deve voltar ao hospital no fim de abril para uma cirurgia no ombro direito.
A rotina, portanto, mistura medicação via oral, uso de colete à prova de balas em deslocamentos e acompanhamento psicológico, enquanto aliados calculam o impacto da ausência de Michelle nos palanques.
Crédito da imagem: Divulgação
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