A televisão estatal do Irã e a Agência de Notícias da República Islâmica confirmaram, por volta das 2h04 (horário de Brasília), a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, após ataques militares conjuntos de Israel e Estados Unidos ao território persa.
Segundo informações divulgadas pelas emissoras oficiais, a ofensiva resultou em 201 mortos e 747 feridos, número atribuído a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho e repercutido pela rede Al Jazeera.
Reações contrastantes nas ruas
Imagens transmitidas de Teerã mostram moradores reunidos em praça pública, vestidos de preto e em clima de luto. Em contraste, vídeos circulando nas redes sociais exibem comemorações em localidades como Dehloran, na província de Ilam, onde manifestantes derrubaram uma estátua de Khamenei, e na cidade de Karaj, na província de Alborz, onde grupos foram vistos dançando.
De acordo com a agência Reuters, a morte do líder, que chefiou o país por 36 anos, aprofunda divisões internas e surpreende parte da população iraniana.
Comitê provisório assume liderança
Para ocupar interinamente o posto de líder supremo, foi criado um órgão colegiado integrado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejeie e pelo presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf. Também passou a compor o grupo o aiatolá Alireza Arafi, indicado para representar o Conselho dos Guardiões, instância que era comandada por Khamenei.
Em Sergipe, universidades e centros de estudo em relações internacionais acompanham os desdobramentos, atentos às possíveis repercussões geopolíticas do episódio.
Fonte: Agência Brasil
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