Os 32 países que integram a Agência Internacional de Energia (AIE) aprovaram por unanimidade a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. A medida, deliberada em reunião dos governos membros às 2h20 (horário de Brasília), busca reduzir os efeitos das interrupções de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Japão anuncia cota própria e mercado reage
Responsável por cerca de 70% de suas importações de petróleo que cruzam o Estreito de Ormuz, o Japão informou que disponibilizará aproximadamente 80 milhões de barris a partir de 16 de março. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que a rota marítima permanece sem condições de navegação segura, situação que ajuda a sustentar a escalada dos preços internacionais, já de volta aos patamares observados em 2022.
Segundo a AIE, esta é a pior interrupção de fornecimento desde os choques do petróleo da década de 1970. No total, os estoques de emergência dos países membros superam 1,2 bilhão de barris, além de 600 milhões mantidos pela iniciativa privada por exigência governamental. Cada nação definirá o cronograma para disponibilizar sua parcela.
Conflito intensifica riscos e pressiona cotações
De acordo com a agência Reuters, o Irã voltou a disparar contra diferentes alvos na região nesta quarta-feira (11). Autoridades iranianas sinalizaram que o valor do barril pode chegar a US$ 200 se os ataques continuarem. Três novos navios foram atingidos, elevando para pelo menos 14 o número de embarcações danificadas desde o início do confronto; em uma delas, três tripulantes continuam desaparecidos.
A Reuters também relatou que o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, declarou ser impossível a participação da seleção nacional de futebol na Copa do Mundo que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, após a morte do líder supremo iraniano em ataque norte-americano.
Ao acionar parte de suas reservas estratégicas, a AIE pretende atenuar a volatilidade até que haja segurança de abastecimento no Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto do petróleo mundial antes dos recentes bombardeios.
No cenário local, especialistas sergipanos acompanham as decisões da AIE porque variações bruscas no preço internacional costumam refletir rapidamente nos custos de combustíveis e no orçamento das famílias e empresas do estado.
Fonte: Agência Brasil




