A Petrobras informou que a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas segue “muito bem e sem problemas” desde o início dos trabalhos, na segunda-feira (20). A avaliação foi feita nesta quinta-feira (23) pelo gerente-executivo de Programas Estratégicos da companhia, Wagner Victer, após evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo Victer, a operação em águas profundas ocorre dentro do padrão técnico habitual da estatal. “Desde que a broca tocou o subsolo marinho está tudo normal. Essa é uma atividade que a Petrobras já faz há muito tempo”, afirmou o executivo.
Licença ambiental liberada pelo Ibama
A perfuração só começou após a liberação da licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na segunda-feira (20). O documento autoriza a abertura de um poço em águas profundas na costa do Amapá, área considerada estratégica para a abertura de uma nova fronteira exploratória de petróleo e gás.
Com equipamentos e a sonda NS-42 já mobilizados na região, a Petrobras iniciou imediatamente os trabalhos de perfuração, que devem durar cerca de cinco meses. O objetivo é coletar informações geológicas detalhadas e confirmar se há reservas com viabilidade econômica.
Expectativa de agilizar futuros licenciamentos
Mais cedo nesta semana, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que o processo conduzido junto ao Ibama pode servir de referência para acelerar a emissão de licenças em outros poços da bacia.
Enquanto a campanha avança, a petroleira mantém o cronograma de estudos para avaliar o potencial completo da área, considerada promissora pelo setor energético.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a região Norte concentra blocos sob concessão que podem ampliar a produção nacional nas próximas décadas.
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Com informações de g1
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