Brasília – A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira, 20 de agosto de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de golpe de Estado.
O indiciamento foi formalizado em relatório encaminhado ao Ministério Público Federal, que agora decidirá se apresenta denúncia à Justiça. A medida é resultado de inquérito que apura supostas ações para interferir em investigações e para subverter a ordem constitucional.
Com o indiciamento, os dois passam à condição de investigados formais. Segundo a PF, há indícios de que pai e filho tenham buscado intimidar autoridades e articular movimentos contra instituições democráticas.
O relatório também descreve possíveis contatos e reuniões destinados a obter apoio de militares e agentes públicos com o objetivo de contestar o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Caso o Ministério Público ofereça denúncia e ela seja aceita pela Justiça, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro se tornarão réus pelos delitos apontados.
Os advogados dos indiciados informaram que ainda não foram notificados oficialmente e que só deverão se pronunciar após terem acesso à íntegra do documento.
De acordo com a Polícia Federal, o inquérito permanece sob sigilo enquanto o Ministério Público analisa as conclusões.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Para entender como funciona o processo de indiciamento no ordenamento jurídico brasileiro, o leitor pode consultar a cartilha disponibilizada pelo Portal da Câmara dos Deputados.
Mais detalhes sobre a repercussão política deste caso podem ser acompanhados na seção de Política do nosso site.
O indiciamento marca mais um capítulo das investigações que correm no âmbito federal e mantém em destaque o debate sobre responsabilidade de autoridades e preservação das instituições democráticas no país.
Com informações de Agência Brasil




