
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (5), que encaminhará um ofício à Polícia Federal solicitando esclarecimentos sobre o inquérito que poderia isentar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, das investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
De acordo com o parlamentar, “a PF tem que se decidir”. Sóstenes também classificou como “ridícula” a tentativa de envolver o senador Flávio Bolsonaro nas apurações por meio de uma ex-assessora. “Flávio Bolsonaro vai fazer o primeiro palco eleitoral aqui na CPMI”, declarou. Parlamentares do PT defendem a convocação do senador, pré-candidato ao Planalto, porque a administradora de um escritório de advocacia ligado a ele é irmã de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Entenda o caso
A CPMI do INSS investiga indícios levantados pela própria Polícia Federal de que Fábio Luís Lula da Silva, de 50 anos, teria mantido vínculo próximo — e até sociedade empresarial — com Antônio Carlos Camilo Antunes, preso em 12 de setembro de 2025.
Em depoimento obtido pelos membros da comissão, Edson Claro, ex-funcionário de Antunes e investigado pela PF, relatou que Lulinha teria recebido cerca de 25 milhões (moeda não especificada) e uma “mesada” aproximada de R$ 300 mil, além de apontar viagens dos dois a Portugal. Claro afirmou estar sendo ameaçado pelo antigo chefe e prestou depoimento à PF em 29 de outubro de 2025. Apesar das declarações, sua convocação foi barrada por articulação de congressistas governistas.
A Polícia Federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ofício que será protocolado por Sóstenes.
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O desfecho do pedido de Sóstenes Cavalcante deve definir os próximos passos da CPMI do INSS e a eventual convocação de novas testemunhas. Continue acompanhando para mais atualizações.
Com informações de Jovem Pan




