Santiago (Chile) — A greve dos pilotos da Latam Airlines no Chile foi encerrada nesta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, depois que a empresa e o Sindicato de Pilotos da Latam (SPL) firmaram um acordo coletivo válido até 2028.
Entenda o acordo
Em comunicado, a Latam destacou que o entendimento prevê “condições justas e responsáveis”, equilibrando sustentabilidade financeira e competitividade salarial. O texto não detalha valores, mas atende à principal reivindicação dos cerca de 500 pilotos que aderiram à paralisação: a recomposição dos salários e benefícios praticados antes da pandemia de Covid-19.
Impacto operacional
Todos os cancelamentos anunciados até 24 de novembro permanecem, e a companhia informou que as operações voltarão ao normal em 25 de novembro. Durante os sete dias de paralisação — a primeira da categoria em quase 30 anos — centenas de voos foram cancelados, afetando milhares de passageiros.
Origem da paralisação
A greve começou em 12 de novembro, após o fracasso das negociações do contrato coletivo. O SPL argumentou que, apesar da recuperação financeira da empresa, os pilotos ainda não tinham retomado as condições pré-crise. Em 2020, eles aceitaram corte salarial de 50% para ajudar a companhia a enfrentar o colapso do setor aéreo na pandemia.
Apoio internacional
No Brasil, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) divulgou nota de solidariedade, classificando a negociação como investimento na segurança operacional. A entidade reforçou a importância do diálogo e do respeito ao direito de greve.
Latam em números
Maior companhia aérea da América do Sul, a Latam emprega cerca de 39 mil pessoas e opera com frota superior a 350 aeronaves. Segundo a empresa, nenhum voo entre Brasil e Chile precisou ser suspenso devido à paralisação.
Com o acordo em vigor, a Latam reiterou compromisso com “diálogo honesto e transparente” e agradeceu à Direção Nacional do Trabalho chilena pela mediação voluntária.
Para saber mais sobre direitos trabalhistas em negociações coletivas, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) disponibiliza documentos e estatísticas atualizadas.
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Fique de olho: continue acompanhando nossas atualizações para saber como o retorno gradual das operações poderá impactar futuros voos e eventuais remarcações.
Com informações de G1
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