Gritos de socorro mobilizaram a PM na madrugada em Nossa Senhora do Socorro. Segundo a polícia, um homem foi detido e é suspeito de tentar agredir a própria filha.
Um homem foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju, depois de ser apontado como suspeito de tentar agredir a própria filha na madrugada de domingo, 20 de setembro, no município de Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana da capital. De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por meio de uma denúncia que mencionava gritos de socorro partindo do interior de uma residência localizada em um conjunto habitacional do município.
Ao chegar ao endereço indicado, os policiais relataram ter escutado pedidos de ajuda vindos do imóvel. O suspeito, que estaria sob efeito de álcool, encontrava-se dentro da casa em estado de agitação e, ainda segundo a corporação, não teria obedecido às determinações da equipe. Para garantir a segurança da vítima e possibilitar sua retirada do local, os militares recorreram a munição não letal, procedimento previsto em protocolo quando há resistência ou risco de escalada de violência.
Com o uso do dispositivo de menor potencial ofensivo, a guarnição conseguiu conter o homem e algemá-lo. Em seguida, o suspeito foi encaminhado ao Hospital Nestor Piva, em Aracaju, onde passou por avaliação médica de rotina. Após receber alta, ele foi levado à Casa da Mulher Brasileira, equipamento que reúne serviços de atendimento humanizado a vítimas de violência doméstica e familiar. A filha, que tentou se proteger dentro do imóvel, também foi acompanhada até a unidade, onde recebeu orientações iniciais e teve acesso a apoio psicossocial.
Durante a varredura no interior da residência, os policiais localizaram um objeto cortante que, de acordo com o registro, poderia ter sido utilizado para ameaçar a jovem. O material foi recolhido e apresentado à autoridade policial responsável pelos procedimentos cabíveis. A ocorrência foi registrada como lesão corporal na esfera de violência doméstica, mas o inquérito segue em fase de apuração. Até o momento não há informações sobre medidas judiciais solicitadas, como eventual pedido de medida protetiva de urgência.
A Polícia Militar reforçou que situações semelhantes podem ser denunciadas a qualquer momento pelo número 190, canal de atendimento emergencial que funciona 24 horas por dia em todo o estado. A corporação orienta vizinhos, parentes ou conhecidos das vítimas a não hesitarem em chamar ajuda sempre que houver indícios de agressão, garantindo, assim, resposta mais rápida e a preservação da integridade física das pessoas envolvidas.
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