São Paulo – Equipes do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) iniciam, às 10h desta sexta-feira (15), uma varredura pelas ruas Oriente, Miller e Casemiro de Abreu, no Brás, para identificar e registrar oportunidades de emprego oferecidas pelos lojistas da região.
A ação, promovida pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), tem como meta reduzir o déficit estimado de cerca de 10 mil postos abertos no polo comercial. Entre as funções mais procuradas estão vendedor, caixa, cortador, overloquista, repositor, profissionais da área administrativa e gerentes.
Intermediação de mão de obra
Durante o mutirão, agentes do Cate apresentarão serviços de intermediação de mão de obra aos comerciantes interessados, realizando o cadastro imediato das vagas. Conforme a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, a iniciativa deve agilizar o encaminhamento de candidatos às lojas.
Outro desdobramento da parceria será o Contrata SP Brás, mutirão de empregabilidade previsto para setembro, também voltado ao preenchimento das vagas na região.
Dificuldade para contratar
Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás, afirma que ao menos 80% dos estabelecimentos precisam de reforço no quadro de funcionários. “Se deixarmos para buscar gente só a partir de setembro, não vamos encontrar, porque hoje o trabalho autônomo parece mais vantajoso do que o regime CLT”, explica.
Comerciantes relatam que os anúncios de emprego permanecem fixos nas vitrines. Proprietário de uma loja de bolsas, Heloilson de Castro do Canto Leite diz buscar dez colaboradores há mais de um ano. Já Sandra Maria da Silva fechou o ponto físico em fevereiro por falta de equipes e agora vende on-line, mas continua enfrentando problemas para contratar auxiliar de logística.
Nos arredores da rua José Paulino, no Bom Retiro, a situação se repete: segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas local, duas em cada três lojas sofrem com escassez de trabalhadores.
Cenário de baixa taxa de desemprego
A professora de economia Vivian Almeida, do Ibmec, lembra que o desemprego reduzido — 5,8% no segundo trimestre de 2025, menor índice da série histórica, segundo o IBGE — aumenta a disputa por mão de obra, sobretudo em postos com remuneração menor ou alta rotatividade. Para o presidente da CDL-SP, Mauricio Stainoff, a rotatividade no comércio supera 30%, o que eleva custos de treinamento e reforça o desafio das empresas.
Imagem: g1.globo.com
O estado de São Paulo gerou 40.089 empregos formais em junho, com destaque para o setor de serviços (23.013 vagas) e para a capital paulista (16.859), conforme o Novo Caged.
Com o mapeamento das oportunidades no Brás, a Prefeitura espera aproximar candidatos das empresas e mitigar a falta de pessoal que afeta um dos principais polos de compras do país.
Com informações de G1
Dados detalhados sobre a taxa de desemprego podem ser consultados no portal do IBGE, que reúne a série histórica da PNAD Contínua.
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