Às 10h22 (horário de Brasília), o programa de rádio Viva Maria colocou em pauta a participação das mulheres na política brasileira no ano eleitoral de 2026. A discussão reuniu a diretora da organização suprapartidária Legisla Brasil, Lana Faria, e partiu de dados das Nações Unidas que apontam: nenhum país do mundo alcançou a igualdade de gênero e as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais reconhecidos aos homens.
Desigualdade persiste no Legislativo e no Executivo
De acordo com informações citadas no programa, a Câmara dos Deputados conta hoje com 91 mulheres entre 513 parlamentares, o que corresponde a 18% do total. Em âmbito global, elas ocupam cerca de 27% das cadeiras parlamentares, segundo dados da União Interparlamentar (IPU) em parceria com ONU Mulheres, porcentual que pouco avançou no último ano. No Poder Executivo, as mulheres chefiem menos de um quarto dos ministérios.
Violência política e barreiras internas
No debate, foi destacado que a baixa presença feminina em posições de comando nas casas legislativas — como presidências, comissões e lideranças partidárias — é agravada por casos de assédio e violência política, fatores que afastam possíveis candidatas e fragilizam a democracia.
Atuação da Legisla Brasil
Lana Faria explicou que a Legisla Brasil atua de forma suprapartidária para aumentar a representatividade de mulheres e pessoas negras no Legislativo. A iniciativa busca dialogar com diferentes espectros políticos dentro do campo democrático, oferecendo capacitação e apoio a candidaturas comprometidas com a diversidade.
Contexto regional — Em Sergipe, entidades da sociedade civil também acompanham as discussões sobre candidaturas femininas, reforçando a importância do tema no cenário eleitoral deste ano.
Fonte: Agência Brasil
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