O deputado federal Rodrigo de Castro vai comandar o União Brasil em Minas Gerais, medida que cria as condições para a filiação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à sigla. A troca foi comunicada pelo presidente nacional do partido, Antonio Rueda, a dirigentes mineiros.
Até então, a legenda no Estado era liderada pelo também deputado federal Marcelo Freitas, mais identificado com pautas bolsonaristas. A mudança, articulada nos bastidores pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é vista como passo decisivo para que Pacheco considere disputar o governo mineiro em 2026.
Pacheco no radar do Planalto
O senador é o preferido do presidente Lula (PT) para encabeçar o palanque petista em Minas, mas vinha resistindo a entrar na corrida. Petistas admitem falta de nomes competitivos no Estado sem Pacheco; a principal alternativa discutida é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
Aliados de Pacheco defendem cautela e argumentam que a definição partidária era condição para qualquer decisão eleitoral. Com o novo comando do União Brasil, o debate agora se concentra na viabilidade da candidatura.
Federação União Brasil-PP
Pacheco também costura colocar o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, na presidência da federação União Brasil-PP em Minas. Damião, indicado pelo senador como vice na chapa que venceu a eleição municipal de 2024, assumiu o Executivo após a morte do então prefeito Fuad Noman.
Se a manobra prosperar, pode frustrar os planos do vice-governador Mateus Simões (PSD), favorito do governador Romeu Zema (Novo) para a sucessão estadual e que contava com o apoio da federação. No PP mineiro, a influência é do secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro.
Com a possível filiação de Pacheco, prefeitos próximos ao senador também tendem a migrar para o União Brasil. O ex-presidente do Senado preserva forte influência local desde os tempos em que era o principal nome do DEM mineiro, partido que se fundiu com o PSL para criar o União.
Nos bastidores, interlocutores lembram que foi Pacheco quem articulou a indicação de Damião para a chapa de Noman em 2024, reforçando o capital político do grupo dentro da capital.
O anúncio oficial da mudança de legenda ainda não tem data, mas a expectativa é que ocorra até o fim do primeiro semestre de 2025.
Para saber mais sobre regras de filiação partidária, consulte as orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Com informações de Jovem Pan




