Brasília – A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621. O reajuste de 6,79%, confirmado nesta quarta-feira (10) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, será percebido na folha de pagamento de fevereiro e repercutirá em diversos programas federais vinculados ao piso salarial.
Abono salarial PIS/Pasep
O benefício será calculado entre R$ 135,08 e R$ 1.621, conforme os meses trabalhados em 2024. A partir de 2026, o limite de renda para receber o abono deixará de acompanhar o salário mínimo e passará a ser corrigido apenas pela inflação, conforme previsto no pacote fiscal aprovado em 2024.
Benefícios do INSS
Quem recebe o piso previdenciário terá o valor elevado para R$ 1.621. Demais benefícios serão reajustados pelo INPC de 2025, estimado em 4,18%. O novo calendário de pagamentos ainda não foi divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
Idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social passarão a receber R$ 1.621. A renda familiar per capita exigida ficará entre R$ 405,25 (¼ do mínimo) e R$ 810,50 (½ do mínimo).
Seguro-desemprego
O valor mínimo do auxílio não poderá ser inferior ao novo piso nacional. Assim, qualquer parcela calculada abaixo de R$ 1.621 será automaticamente ajustada para esse patamar.
Trabalho intermitente
Para contratos esporádicos, o salário-hora subirá para aproximadamente R$ 7,37, e o valor diário de referência ficará em torno de R$ 54,03.
Cadastro Único
Poderão se inscrever famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, o que corresponde a R$ 810,50 a partir de 2026. Rendas superiores poderão ser aceitas em programas específicos.
Seguro-defeso
Pescadores artesanais continuarão a receber o equivalente a um salário mínimo durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies, passando também para R$ 1.621.
Cálculo do reajuste
O novo valor resulta da soma da inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro de 2025 (4,4%) e de 2,5% de ganho real, limitado pelo crescimento do Produto Interno Bruto de 2024.
Com o aumento, o governo espera preservar o poder de compra dos trabalhadores e ajustar automaticamente benefícios sociais que utilizam o salário mínimo como referência.
Mais detalhes sobre as novas faixas de rendimento e prazos de pagamento devem ser divulgados pelos órgãos competentes nas próximas semanas.
Com informações de G1
Dados oficiais sobre o piso salarial podem ser consultados no portal do Ministério do Planejamento e Orçamento.
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Em resumo, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 impactará diretamente benefícios como INSS, BPC, seguro-desemprego e abono salarial. Fique atento às próximas divulgações oficiais e siga o nosso portal para receber alertas sobre prazos e valores atualizados.
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