O Santander projeta crescimento do PIB de Sergipe de 1,5% em 2026 e 1% em 2027. Projeções, com base no IBGE até 2023, acompanham a tendência de recuperação do Nordeste e do país.
O estado de Sergipe apresenta perspectivas otimistas para o Produto Interno Bruto (PIB) no biênio de 2026 a 2027, conforme um estudo divulgado pelo Departamento Econômico do Santander. A previsão é de que a economia sergipana cresça 1,5% em 2026 e 1% em 2027, acompanhando a tendência de crescimento da região Nordeste e do Brasil.
Os dados foram coletados a partir de informações do PIB regional do IBGE, até o ano de 2023, e contemplam projeções até 2027. Para este ano, a expectativa é que o crescimento do PIB nacional e regional se feche em 1,6% e 1,8%, respectivamente. No entanto, em 2027, tanto o Nordeste quanto o Brasil devem atingir uma elevação de 1% em seus PIBs.
O setor de serviços, que representa 58% da composição do PIB sergipano, deverá apresentar um crescimento de 1,8% em 2026 e 1,1% em 2027. Esses números estão alinhados com as médias regionais e nacionais, que projetam crescimento de 1,9% e 0,9% para 2026, e 2% e 1% para 2027.
“O setor de serviços, que possui a maior participação na economia da região, deve apresentar alguma desaceleração à frente. A dinâmica dos serviços prestados às famílias continua sendo importante para o Nordeste. O mercado de trabalho robusto também vem ajudando, embora a restrição nas condições financeiras tenha impactado o setor”, afirma um economista do Santander.
A indústria também é um fator chave para o crescimento do PIB em Sergipe, com projeções de alta de 1,8% e 1,4% para 2026 e 2027, respectivamente. As médias nacionais e do Nordeste para esses anos são de 1,7% e 1,5%, e 2,1% e 1,9%.
“A indústria tem mantido taxas de crescimento positivas no Nordeste. Apesar do fechamento de plantas na região terem impactado a indústria de transformação, o setor segue mostrando resiliência. A perspectiva para 2026 é favorável, com impulso na demanda no geral no Nordeste”, destaca outro economista do Santander.
Por outro lado, o setor agropecuário deve enfrentar um período de retração, com projeções de queda de 2,2% em 2026 e 1,3% em 2027, após um desempenho elevado em 2025. A média nacional e regional para esses anos é de 0% e 1%, e -1,1% e 0,2%, respectivamente.
“Estimamos que a agropecuária do Nordeste tenha apresentado forte expansão em 2025, na esteira da safra recorde. Para os anos seguintes, projetamos variações mais moderadas”, afirma o economista.
A evolução da atividade econômica regional deve continuar refletindo fatores nacionais e os eventos climáticos permanecem como um dos principais riscos para o cenário projetado, especialmente com a possibilidade do fenômeno El Niño, que pode alterar os padrões de chuva e temperatura.
“Após crescimento ao redor de 3% nos últimos anos, estimamos que o Nordeste tenha desaceleração gradual em 2026 e 2027, seguindo o comportamento do agregado nacional. Ainda assim, estimamos desempenho superior ao observado na década passada para a região”, conclui o economista.
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