ITAJOBI (SP) – Produtores de limão do município paulista, um dos principais polos citrícolas do país, enfrentam uma retração estimada em 20% na safra 2025. A redução é atribuída ao longo período de estiagem e às altas temperaturas registradas durante a entressafra.
Com 50 mil pés plantados, o agricultor Vitor Hugo Roque relata que, mesmo com sistema de irrigação, a falta de chuvas comprometeu o desenvolvimento dos frutos. “A planta não cresce, dá pouco fruto e a colheita fica difícil”, afirmou.
Fruto miúdo perde valor de mercado
Nos pomares, predominam limões menores que o padrão exigido pelo mercado interno e pela exportação. Segundo o engenheiro agrônomo Uander Júnior Baunilha, a diferença de calibre é decisiva: “Frutos pequenos perdem preço e atrapalham o escoamento”. Quando não há tamanho comercial, parte da produção segue para a indústria de moagem, que paga menos.
Na beneficiadora local, por onde passam cerca de 6 toneladas diárias, as quatro esteiras iniciais removem frutos fora de padrão. Em 2024, a empresa processou 32 toneladas e exportou 30% para países da Europa e América do Sul, que exigem casca mais grossa para suportar o transporte.
Perdas em série e custo maior
O produtor Ciniro Sorge, que cultiva 2 mil pés, também viu a produção cair. “Enfrentamos seca há três anos. Primeiro veio o frio forte, agora falta água”, disse. O sobrinho João, responsável pela administração do sítio, aponta dezenas de frutos caídos no chão.
Para amenizar o impacto, muitos agricultores recorreram à indução – manejo aplicado antes da entressafra para estimular a florada. O consultor agrícola Duan Júnior Magalhães explica que a técnica depende de chuva: “Sem precipitação suficiente, o resultado fica aquém do esperado”.
Preço menor desestimula produtores
Além da quebra de safra, o valor da caixa caiu. Na entressafra de 2024, o preço chegou a R$ 120; neste ano, não passou de R$ 90. Apesar do cenário, Vitor Hugo Roque mantém a lavoura: “Cresci aqui. É muito trabalho, mas também fé de que o clima vai melhorar”.
Os citricultores apostam nas chuvas de primavera para recuperar parte das perdas e voltar a fornecer limões com calibre ideal ao mercado interno e externo, preservando a posição de Itajobi entre os principais produtores do Brasil.
Com informações de G1 – Nosso Campo
Dados da Embrapa Citros apontam que a cultura do limão é altamente sensível a variações hídricas, reforçando a preocupação dos produtores com a escassez de chuva.
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Os efeitos da estiagem sobre a citricultura evidenciam a importância de práticas de manejo e de políticas de apoio ao setor. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe esta notícia com quem se interessa pelo agronegócio.
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