O Observatório da Indústria (Sistema FIES), com base em dados da ANP, aponta que Sergipe vendeu cerca de 84,8 milhões de litros em julho. Alta de 11,8% ante julho/2025 e 4,9% sobre junho.
O Observatório da Indústria do Sistema FIES analisou os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e apontou que as vendas totais de combustíveis em Sergipe totalizaram cerca de 84,8 milhões de litros em julho de 2026. O volume significou avanço de 11,8% frente a julho de 2025 e alta de 4,9% na comparação com junho deste ano.
A pesquisa considerou quatro produtos comercializados em território sergipano: gasolina, etanol hidratado, óleo diesel e querosene de aviação. Juntos, eles refletem o movimento dos postos de serviço, distribuidoras, frotas corporativas e o consumo do setor aéreo operando no estado.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, as vendas somaram aproximadamente 578,8 milhões de litros, o que representou incremento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reforçou a tendência de recuperação do mercado local de combustíveis ao longo do ano.
A gasolina liderou a estatística de julho, com cerca de 38,0 milhões de litros. O derivado registrou crescimento de 5,0% em doze meses e de 1,1% sobre o mês anterior. A preferência pelo produto acompanha a expansão da frota de veículos leves em todo o estado, impulsionada por novas compras e maior circulação nas rodovias.
O óleo diesel, essencial para o transporte de cargas, movimentou cerca de 39,5 milhões de litros. O avanço foi de 23,2% em relação a julho de 2025 e de 10,7% frente a junho de 2026, refletindo o ritmo de obras, a demanda agrícola no interior e o fluxo de mercadorias nos centros comerciais de Aracaju.
Para o etanol hidratado, o relatório identificou vendas na ordem de 5,8 milhões de litros. O biocombustível apresentou queda de 1,7% na comparação anual e retração de 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, cenário explicado pelo diferencial de preço em relação à gasolina e pela oferta sazonal da cana-de-açúcar.
O querosene de aviação fechou julho com aproximadamente 1,5 milhão de litros vendidos. Houve redução de 10,7% ante o mesmo mês do ano passado e de 12,0% em relação a junho, desempenho que acompanhou ajustes na malha aérea e na frequência de voos no Aeroporto de Aracaju.
Segundo a análise, a conjuntura positiva para gasolina e diesel contribuiu para o saldo global, enquanto o etanol e o querosene enfrentaram oscilações decorrentes de fatores de custo e logística. O Observatório da Indústria informou que continuará monitorando os indicadores para avaliar o comportamento do consumidor, a influência de políticas de preços e eventuais reflexos da atividade econômica nacional sobre o mercado sergipano.
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