PIRACICABA (SP) – O volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas paulistas praticamente dobrou na primeira quinzena de outubro em relação à semana anterior, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Apesar da maior liquidez, as cotações permaneceram praticamente inalteradas no mercado spot do estado.
Demanda impulsiona negócios
Segundo o Cepea, ofertas mais atrativas lançadas pelas usinas motivaram distribuidoras a ampliar as compras. Os pesquisadores destacam que, nos últimos três anos, as vendas de hidratado costumam crescer entre setembro e outubro. Em 2025, o interesse também está ligado aos estoques menores em comparação com 2024.
Preços com leve recuo
Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado em São Paulo ficou em R$ 2,7156 por litro (livre de ICMS e PIS/Cofins), queda de 0,4% frente à semana anterior. Para o etanol anidro, a cotação foi de R$ 3,1126 por litro, variação negativa de 0,36%.
Evolução desde maio
Os dados do Cepea mostram que o movimento de alta iniciado em agosto perdeu força em setembro, quando o hidratado encerrou o mês a R$ 2,7583/litro, alta mensal de 3,25%. Já o anidro fechou a R$ 3,0999/litro, avanço de 4,33%. Em julho, o volume de hidratado vendido nas usinas paulistas foi o menor da safra 2025/26, enquanto em junho e maio o mercado registrou sucessivas quedas de preço em razão da oferta elevada.
Apesar das oscilações ao longo do ciclo 2025/26, pesquisadores observam que a postura mais firme dos produtores e a redução dos estoques têm limitado recuos mais expressivos no curto prazo.
Para entender melhor a dinâmica de oferta e demanda de combustíveis no país, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibiliza dados semanais de preços ao consumidor.
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O avanço nas vendas de etanol em outubro confirma a influência da oferta reduzida sobre o comportamento do mercado. Siga acompanhando nossos conteúdos para saber como as próximas semanas podem afetar tanto consumidores quanto produtores.
Com informações de g1
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