A Warner Bros. Discovery acertou nesta sexta-feira (27) a venda do grupo para a Paramount Skydance, acordo anunciado pelo diretor de receita e estratégia, Bruce Campbell, em reunião geral da companhia transmitida pela Band.
A proposta, estimada em cerca de US$ 110 bilhões, foi considerada superior à oferta da Netflix, que optou por sair da disputa após informar que não cobriria o novo valor apresentado pela Paramount. O entendimento ainda precisa passar pelo crivo do conselho de administração da Warner e por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e na Europa.
Negociação supera oferta da Netflix
Antes do desfecho, a Netflix havia oferecido aproximadamente US$ 83 bilhões, sem incluir ativos como CNN e Discovery. Já o pacote da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e incorpora a dívida da Warner, além de prever multa maior em caso de veto regulatório, fator que pesou na avaliação dos acionistas.
Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, afirmaram que o montante necessário para igualar a proposta concorrente tornaria o negócio financeiramente inviável para a plataforma de streaming.
Criação de um novo gigante do entretenimento
Se confirmado, o acordo reunirá alguns dos catálogos mais valiosos do setor, incluindo HBO, DC Comics, Harry Potter e Game of Thrones, alcançando uma base estimada de 200 milhões de assinantes. Analistas apontam que a combinação de conteúdos e escala pode reposicionar a nova companhia na disputa global por audiência em cinema, TV a cabo e streaming.
Disputa iniciada em 2025
A contenda começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acerto preliminar para adquirir parte dos ativos da Warner, focando sobretudo no estúdio e na plataforma de streaming. A entrada da Paramount, liderada por David Ellison, elevou o valor das negociações ao apresentar uma proposta pelo controle total da Warner Bros. Discovery, incluindo redes tradicionais de televisão.
A operação permanece sujeita à assinatura dos contratos definitivos e à análise de concentração econômica em ambos os lados do Atlântico.
No contexto regional, profissionais do setor audiovisual em Sergipe acompanham a movimentação, atentos a possíveis reflexos na oferta de conteúdo e em futuras parcerias de distribuição.
Fonte: g1
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