São Paulo – 02/09/2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (2) que aguarda uma mudança de postura do norte-americano Donald Trump para que as tarifas impostas aos produtos brasileiros sejam negociadas. “Não tenho interesse em brigar com os Estados Unidos; quero que essa amizade de 200 anos dure mais 200”, afirmou.
Tarifa de 50% e questionamento na OMC
Trump oficializou, por carta, uma alíquota de 50% sobre mercadorias brasileiras, ao mesmo tempo em que alegou que o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi parcialmente amenizada por uma lista com cerca de 700 exceções, mas o governo brasileiro recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) alegando violação do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) e do Entendimento sobre Solução de Controvérsias (DSU).
“Ele [Trump] pode criar taxas, mas há regras. Por isso, acionamos a OMC e a Seção 301. Usaremos todos os mecanismos legais”, disse Lula.
Críticas à postura de “imperador”
Segundo o presidente, Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. Lula acrescentou que, caso haja disposição para negociar, “o Lulinha paz e amor está de volta”. Ele mencionou ainda a expectativa de que o líder republicano amplie o diálogo não apenas com o Brasil, mas também com China, Índia e Venezuela.
Julgamento da trama golpista no STF
Lula também comentou o julgamento em curso na Primeira Turma do STF, que analisa denúncias contra Bolsonaro e sete ex-auxiliares. O presidente defendeu o direito de todos à ampla defesa e à presunção de inocência. “Espero que a Justiça se baseie nos autos. Desejo para qualquer inimigo meu o mesmo direito que reivindico para mim”, declarou.
As declarações foram dadas em São Paulo, após Lula participar do velório do jornalista Mino Carta, morto aos 91 anos.
Com informações de g1
Os procedimentos de solução de controvérsias citados por Lula podem ser consultados no site oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC).
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