Washington (EUA) – O presidente Donald Trump assinou, na quinta-feira, 25 de setembro de 2025, uma ordem executiva que estabelece a venda de 80% das operações do TikTok nos Estados Unidos a um consórcio liderado por investidores norte-americanos. A chinesa ByteDance, controladora do aplicativo, ficará com participação inferior a 20%.
De acordo com o texto publicado pela Casa Branca, a transação atende à legislação aprovada em 2024 – durante o governo Joe Biden – que obriga plataformas sob controle estrangeiro consideradas de risco a transferirem o comando para empresas ou investidores “confiáveis” sediados no país.
Quem participa do consórcio
O grupo será composto por nomes próximos a Trump, como o fundador da Oracle, Larry Ellison, e o magnata da mídia Rupert Murdoch. Também integram o acordo os fundos Silver Lake Management e Andreessen Horowitz, do Vale do Silício. O vice-presidente JD Vance, apontado como um dos principais articuladores do pacto, informou que a avaliação da operação norte-americana do TikTok é de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões).
Prazos prorrogados
A ordem executiva concede novo prazo de 120 dias – até 23 de janeiro de 2026 – para a conclusão da venda. O limite anterior vencia em 16 de dezembro de 2025, após sucessivas prorrogações assinadas por Trump desde que a exigência foi aprovada pelo Congresso.
Argumentos de segurança nacional
O governo norte-americano alega receio de que Pequim possa acessar dados confidenciais de usuários ou utilizar o aplicativo para propaganda. Trump declarou que o acordo “permitirá que milhões de americanos continuem a usar o TikTok, protegendo ao mesmo tempo a segurança nacional”.
Estrutura do aplicativo
Segundo Vance, o novo modelo garantirá controle total do algoritmo pelo lado americano. A Oracle, que já armazenava informações da plataforma em território dos EUA, seguirá responsável pelos servidores. O TikTok afirma possuir mais de um bilhão de usuários no mundo, dos quais mais de 170 milhões estão nos Estados Unidos.
Reação chinesa
Trump disse ter conversado com o presidente Xi Jinping e relatou “aprovação” do líder chinês ao acordo, mas até o momento Pequim não confirmou a declaração.
Durante a coletiva em que anunciou a medida, Trump citou a pressão de jovens usuários para manter o aplicativo disponível no país e relembrou o ativista conservador Charlie Kirk, assassinado no início do mês, como incentivo para entrar na rede social.
Com a assinatura do decreto, o processo de transferência segue agora para análise de órgãos reguladores e deverá ser concluído dentro do prazo estabelecido.
Com informações de g1
O Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), ligado ao Departamento do Tesouro, mantém diretrizes sobre aquisições por empresas estrangeiras que podem ser consultadas neste link oficial.
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