Integrantes do povo Munduruku realizaram um protesto durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O ato teve como principal objetivo denunciar propostas que, na avaliação dos indígenas, convertem a floresta em oportunidade de lucro, desconsiderando a proteção dos territórios e dos modos de vida tradicionais.
Durante a manifestação, representantes Munduruku afirmaram que a floresta deve ser preservada como patrimônio coletivo, e não explorada como mercadoria. Eles também defenderam a participação direta dos povos originários nas decisões climáticas e cobraram respeito aos direitos territoriais previstos na Constituição brasileira.
A COP30 reúne delegações de quase 200 países para discutir metas e políticas de enfrentamento à crise climática. O protesto dos Munduruku ocorreu em um dos corredores principais do espaço dedicado aos debates e chamou atenção de participantes do evento.
De acordo com o calendário oficial das Nações Unidas, a conferência serve de etapa preparatória para a revisão das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento que lista os compromissos de cada país para reduzir emissões de carbono.
Com informações de Agência Brasil
Dados sobre a organização e os objetivos da conferência estão disponíveis no site oficial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que explica o processo de negociações internacionais neste link.
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