
São Paulo – O dólar abriu o primeiro pregão de 2026 em baixa de 0,34%, negociado a R$ 5,4538 às 9h desta sexta-feira (2). A moeda prolonga o recuo observado no encerramento de 2025, quando acumulou desvalorização anual superior a 10%, o pior desempenho em quase uma década.
Pressões externas e cenário doméstico
Analistas atribuem a continuidade da queda às apostas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, às preocupações com o déficit fiscal dos Estados Unidos e às incertezas sobre a política econômica conduzida pelo presidente Donald Trump. Internamente, o apetite por risco permanece contido pela situação fiscal brasileira, mas o otimismo com ações ligadas a commodities dá sustentação ao mercado acionário.
Ibovespa deve avançar
No último pregão de 2025, o Ibovespa subiu 0,40% e fechou aos 161.125 pontos, acumulando ganho anual de mais de 30% – o maior desde 2016. Para esta abertura de 2026, a expectativa é de nova alta, impulsionada por papéis de mineração e siderurgia, beneficiados pela decisão da China de manter a meta de crescimento em 5%.
Commodities em foco
A sinalização chinesa de investimento robusto em infraestrutura reforça a demanda por matérias-primas, favorecendo exportadores brasileiros de minério de ferro. Por outro lado, as novas cotas e tarifas impostas por Pequim à carne pressionam o setor de proteínas e indicam um comércio global mais restritivo neste início de ano.
Números da semana, mês e ano
Dólar
Acumulado da semana: ‑0,99%
Acumulado do mês: +2,88%
Acumulado do ano: ‑11,18%
Ibovespa
Acumulado da semana: +0,14%
Acumulado do mês: +1,29%
Acumulado do ano: +33,95%
Bolsas externas
Com diversas praças ainda em ritmo reduzido após os feriados, o volume global de negócios foi baixo. Mesmo assim, o índice MSCI World encerrou 2025 com alta superior a 20% e iniciou 2026 em terreno positivo. Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street avançaram, enquanto na Europa o STOXX 600 registrou nova máxima histórica.
Metais preciosos e petróleo
O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, mantendo a tendência de busca por proteção diante de juros mais baixos e tensões geopolíticas. Já o petróleo operou perto da estabilidade após registrar, em 2025, a maior queda anual desde 2020.
O mercado segue atento às decisões de política monetária e à evolução das contas públicas, fatores que podem influenciar o câmbio e os índices acionários ao longo de 2026.
Com informações de G1
Segundo a série histórica do Banco Central do Brasil, a cotação atual do dólar ainda está acima da média registrada antes da pandemia, indicando espaço para novas oscilações.
Para acompanhar a evolução dos mercados internacionais ao longo do ano, confira também a cobertura em Internacional.
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Com informações de G1
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