A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, neste período de sazonalidade, uma nova estratégia para conter as formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite em bebês. A ação prevê a aplicação do niservimabe, anticorpo monoclonal de dose única, em recém-nascidos prematuros de até 36 semanas e seis dias, além de crianças de até dois anos portadoras de comorbidades.
O niservimabe protege contra infecções graves causadas pelo VSR. O imunizante é indicado para:
- bebês prematuros com até 36 semanas e seis dias;
- crianças de até dois anos com doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, fibrose cística, doença neuromuscular, anomalias congênitas das vias aéreas ou síndrome de Down.
Segundo Illani Paulina, gerente do Programa de Imunização Estadual, o niservimabe substitui o palivizumabe, que exige cinco doses. “Estamos iniciando aquele período tão delicado, o da sazonalidade. Então, é muito importante que os pais fiquem atentos e garantam o direito ao anticorpo para os seus bebês. Esse anticorpo é seguro e protege os pequenos contra o vírus da bronquiolite”, destacou. O SUS manterá o palivizumabe apenas para quem já iniciou o esquema.
As doses estão disponíveis nas principais maternidades públicas que concentram atendimentos de prematuros: Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Hospital da Mulher e Maternidade Lourdes Nogueira, Hospital e Maternidade Santa Isabel e Maternidade Zacarias Júnior. O niservimabe também pode ser recebido no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie).
“Caso algum bebê não consiga receber o anticorpo ainda na maternidade, por qualquer motivo, os pais podem procurar o Crie. O centro é porta aberta e já dispõe de doses do niservimabe para os bebês prematuros até 36 semanas e 6 dias, e crianças de até dois anos com comorbidades”, explicou Illani Paulina.
Vacinação de gestantes
O Sistema Único de Saúde mantém, durante todo o ano, a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, em dose única. O Ministério da Saúde alerta que recém-nascidos de mães não vacinadas correm maior risco de complicações graves pelo vírus, motivo pelo qual as gestantes devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
Orientações sobre a imunização contra o VSR também podem ser obtidas no site do Ministério da Saúde, que detalha os grupos de risco e os períodos de maior circulação do vírus.
Para seguir acompanhando ações de saúde pública no estado, o leitor pode acessar a seção Sergipe e conferir outras iniciativas da SES.
Com a distribuição do novo anticorpo e a oferta de vacina às gestantes, a SES pretende reduzir hospitalizações e complicações associadas ao VSR, reforçando a importância da imunização preventiva.
Com informações de Saúde




