
Brasília – O Banco do Brasil (BB) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, valor inserido no intervalo projetado pela instituição para o ano, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. O montante representa retração de 45,4% em relação a 2024.
Inicialmente, o banco estimava ganhos de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões, previsão suspensa em maio e revisada duas vezes – em agosto para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, para o patamar final divulgado.
Resultado trimestral
De outubro a dezembro, o lucro líquido ajustado somou R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% na comparação anual, mas avanço de 51,7% frente ao terceiro trimestre. Analistas consultados pela LSEG previam R$ 4,5 bilhões.
Projeções para 2026
Para 2026, o BB projeta lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. A carteira de crédito deve crescer de 0,5% a 4,5%, puxada por avanço de 6% a 10% em pessoa física. Para empresas, a banda varia de -3% a 1%; no agronegócio, de -2% a 2%.
O custo do crédito foi orçado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. A instituição espera ainda aumentar a margem financeira bruta de 4% a 8%, elevar as receitas de serviços em 2% a 6% e as despesas administrativas em 5% a 9%.
Inadimplência em alta
A carteira de crédito expandida atingiu quase R$ 1,3 trilhão no fim de dezembro, alta de 1,4% no trimestre e 2,5% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,17%, influenciada por um caso específico de R$ 3,6 bilhões na carteira de TVM do segmento Atacado; sem esse efeito, o índice seria de 4,88%.
Entre pessoas físicas, a inadimplência marcou 6,56% (ante 6,01% no trimestre anterior). Nas operações com empresas, ficou em 3,75% (3,40% no terceiro trimestre). No agronegócio, subiu para 6,09% (4,84% três meses antes).
Rentabilidade e capital
O retorno sobre patrimônio líquido voltou a dois dígitos no quarto trimestre, alcançando 12,4% – acima dos 8,4% registrados entre julho e setembro, porém distante dos 20,8% de 2024. A margem financeira bruta somou R$ 27,8 bilhões, aumento de 3,8% em 12 meses.

As receitas de prestação de serviços recuaram 3,9%, enquanto as despesas operacionais avançaram 4,1%, elevando o índice de eficiência de 25,6% para 27,7%. O índice de capital Nível 1 subiu de 12,66% para 14,26%, e o Índice de Basileia alcançou 15,13%.
Distribuição aos acionistas
A instituição anunciou a distribuição de R$ 1,2 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) complementar.
Com o desempenho, a presidente-executiva Tarciana Medeiros afirmou que o banco já “dá sinais de inflexão” e mantém “cautela, estratégia clara e execução disciplinada” para 2026.
Mais detalhes sobre indicadores bancários estão disponíveis no site do Banco Central do Brasil.
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Resumo: O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, queda de 45% em um ano marcado por alta da inadimplência e revisões nas projeções. Para 2026, o banco projeta recuperação gradual, com lucro de até R$ 26 bilhões. Continue acompanhando nossas publicações para saber como esses números podem impactar o mercado financeiro.
Com informações de g1
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