A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), indica que 43% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país se deteriorou nos últimos 12 meses. Outros 24% afirmam que houve melhora, enquanto 30% não perceberam mudança significativa. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Apesar da queda da taxa média anual de desemprego para 5,6% em 2025 — o menor índice desde 2012 —, da renda em patamar recorde e da inflação contida, o sentimento de piora persiste. Para economistas ouvidos pelo g1, os juros elevados minam o efeito positivo desses indicadores. “O salário até cresce, mas, com o alto endividamento das famílias, o dinheiro não rende”, afirmou André Perfeito. Zeina Latif acrescentou que a desaceleração do consumo expõe o peso dos juros altos: “Não há alívios em curso e o mercado de trabalho perdeu fôlego na criação de vagas”.
Expectativas futuras
Questionados sobre o que esperam para os próximos 12 meses, 43% preveem melhora da economia (ante 48% em janeiro), 29% apostam em piora e 24% acreditam em estabilidade. Outros 4% não souberam responder.
Preço dos alimentos e poder de compra
No recorte sobre alimentação, 56% notaram alta de preços no último mês, 24% disseram que os valores permaneceram iguais e 18% observaram redução. Já em relação ao poder de compra, 61% afirmaram estar adquirindo menos produtos com a renda atual, 23% relataram manter o mesmo nível de consumo e 15% declararam comprar mais.
Mercado de trabalho
Quando o tema é emprego, 49% avaliaram que está mais difícil encontrar uma vaga do que há um ano, enquanto 39% acreditam estar mais fácil. Para 5%, a situação permanece igual e 7% não souberam opinar.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA registrou alta de 0,33% em janeiro, acumulando inflação de 4,44% em 12 meses, leve acima das projeções do mercado.
Resumo dos principais números
Percepção sobre os últimos 12 meses:

- Piorou: 43%
- Melhorou: 24%
- Ficou igual: 30%
- NS/NR: 3%
Expectativa para os próximos 12 meses:
- Melhorar: 43%
- Piorar: 29%
- Ficar igual: 24%
- NS/NR: 4%
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Com informações de g1
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