Transmissão: Record.
O Brasil corre o risco de esgotar, já em setembro, o limite de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina que pode ser vendido à China em 2026, segundo projeção do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea). A estimativa parte do volume embarcado em janeiro – 119,63 mil toneladas –, o maior já registrado para esse mês.
A cota foi imposta pelo governo chinês no início do ano. Dentro do teto, a taxa de importação permanece em 12%. Qualquer excedente será tarifado em 55%, o que encarece o produto e limita a competitividade dos exportadores brasileiros.
Participação chinesa e recorde de exportações
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pelo Cepea, mostram que o Brasil exportou 258,94 mil toneladas de carne bovina em janeiro. Desse total, 46,3% seguiram para a China, percentual próximo da média de 47,67% observada em 2025.
Preços sustentados no mercado interno
O Cepea também destaca a firmeza das cotações. O indicador Cepea/Esalq-USP para o boi gordo fechou o dia 9 de fevereiro em R$ 337,20 por arroba de 15 quilos. Quatro dias depois, atingiu R$ 344,05, avanço de pouco mais de 2%.
Governo avalia controle de embarques
Diante da possibilidade de “corrida desenfreada” das empresas para aproveitar a cota, o Ministério da Agricultura discute a criação de um sistema de controle de volumes. A informação foi confirmada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, em entrevista concedida no dia 12.
Fonte: g1
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