São Paulo – A consultoria AgRural informou nesta segunda-feira (6/4) que a colheita de soja da safra 2025/26 alcançou 82% da área nacional, sete pontos a mais que na semana anterior, mas ainda abaixo dos 87% vistos em igual período do ano passado.
- Em resumo: avanço da soja contrasta com risco de quebra no milho safrinha do Paraná por falta de chuva.
Excesso de chuva no Norte; poeira no Sul
No Matopiba e no Rio Grande do Sul, o calendário tardio se soma a grãos úmidos, dificultando a entrada das colheitadeiras e a recepção nos armazéns. Já o Oeste do Paraná enfrenta o oposto: solo seco e temperaturas acima da média ameaçam lavouras que acabam de entrar na fase reprodutiva, alerta a Ministério da Agricultura.
Produtores paranaenses, segundo maiores do país, iniciam cálculos de possíveis perdas, enquanto regiões do norte do Estado, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo também sentem a pressão da estiagem.
“O cereal precisa de precipitações regulares até maio para garantir bons níveis de produtividade”, destaca o relatório da AgRural.
Safrinha de milho: o relógio climático corre
Na semana passada, a consultoria já havia reduzido a projeção para a safra brasileira de milho. Embora áreas centrais do país recebam chuvas mais frequentes, qualquer falha no regime até maio pode transformar a estimativa de safra cheia em quebra expressiva.
O contraste torna o mercado mais volátil: de um lado, a soja segue rumo ao final da colheita; de outro, o milho bilionário do Paraná depende de cada milímetro de chuva nas próximas semanas.
Crédito da imagem: Roberto Schmidt / AFP
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