Amsterdã – A Universal Music Group (UMG) recebeu uma proposta de fusão avaliada em €55,75 bilhões (US$ 64,31 bilhões) do fundo Pershing Square, de Bill Ackman, que pretende transferir a nova companhia para a Bolsa de Nova York, segundo documento enviado nesta terça-feira (7). A transação, transmitida inicialmente pela Record, eleva em 78% o preço por ação e pode redefinir o mapa da indústria fonográfica mundial.
- Em resumo: Fundo quer pagar parte em dinheiro e parte em ações para criar gigante musical listada nos EUA.
Por que a cifra impressiona?
A proposta oferece 30,40 euros por ação, bem acima dos 17,10 euros do último fechamento. O negócio avaliaria a UMG em patamar similar ao de plataformas globais de streaming, reforçando a atratividade de catálogos que incluem Taylor Swift, Drake e Billie Eilish. Segundo dados do Banco Central, operações acima de US$ 50 bilhões representam menos de 1% das fusões internacionais registradas nos últimos cinco anos.
Para viabilizar os 9,4 bilhões de euros em pagamento à vista, o Pershing Square utilizará recursos próprios, linhas de crédito e parte do ganho obtido com sua fatia no Spotify.
“A gestão da Universal tem sido excelente”, afirmou Bill Ackman em carta ao conselho, ao justificar que o desempenho das ações desde 2021 não reflete o real valor da companhia.
O que muda para acionistas e mercado
Se aprovada, a fusão com a SPARC Holdings criará uma entidade sediada nos Estados Unidos, presidida pelo ex-Disney Michael Ovitz. Analistas preveem que a negociação em Nova York possa ampliar a base de investidores institucionais e destravar valor, especialmente após o adiamento do IPO norte-americano no mês passado.
A reação foi imediata: os papéis da UMG subiram 13% em Amsterdã, enquanto o Bolloré Group, maior acionista individual, avançou 6%. O fechamento do acordo é esperado para o fim do ano.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
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