Em Aparecida do Norte (SP), neste domingo (22), o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que o aumento da tarifa global de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não implica perda de competitividade para as empresas brasileiras, porque a nova alíquota será aplicada igualmente a todos os países.
Alckmin participou da Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026 e, após a celebração, comentou a medida norte-americana anunciada no sábado (21) pelo presidente Donald Trump. Segundo o ministro, alguns segmentos brasileiros chegaram a ter a tarifa zerada, como combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, o que classificou como um resultado positivo.
O vice-presidente afirmou ainda ver “uma avenida de negociação” com a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos, prevista para março, quando o governo pretende discutir barreiras não tarifárias.
Avaliação da indústria
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC), aponta que a decisão da Suprema Corte norte-americana afeta o equivalente a US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras para o mercado dos EUA.
Mercosul–União Europeia
Alckmin também manifestou otimismo quanto à aprovação, no Congresso Nacional, do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista, segundo ele, para março. Reconheceu preocupações de setores como o de vinho, mas ressaltou que o texto negociado prevê salvaguardas que permitem suspender importações caso haja pico de entradas no país.
Fonte: g1
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