Washington (EUA) – O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que a Venezuela concordou em empregar toda a receita obtida com a venda de petróleo para adquirir exclusivamente bens produzidos nos Estados Unidos.
Em publicação na rede Truth Social, Trump detalhou que a lista de compras incluirá produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e materiais voltados à modernização da rede elétrica e das instalações de energia do país sul-americano.
Venda imediata de petróleo
Mais cedo, o Departamento de Energia dos EUA informou que já iniciou a comercialização do petróleo venezuelano. Segundo o órgão, toda a receita será depositada em contas controladas por Washington em bancos internacionais “para garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”.
O governo norte-americano pretende refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos na Venezuela devido a sanções anteriores. O acordo prevê ainda a exportação de até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano para os Estados Unidos, desviando embarques originalmente destinados à China.
Negociações com a PDVSA
A estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) confirmou avanços nas conversas com autoridades norte-americanas, mencionando termos semelhantes aos aplicados à Chevron. As vendas começam “imediatamente” e não têm prazo definido.
Contexto recente
O anúncio ocorre poucos dias após uma operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na prisão do então presidente Nicolás Maduro e na morte de 55 militares venezuelanos e cubanos, segundo informações oficiais. Desde dezembro, o país sul-americano acumula milhões de barris em navios e tanques de armazenamento por causa do bloqueio imposto por Washington.
Na terça-feira (6), os EUA também apreenderam um petroleiro vazio de bandeira russa com ligações à Venezuela no Oceano Atlântico, parte da estratégia de controle do fluxo de petróleo na região.
Interesse norte-americano
Trump reiterou que pretende abrir o setor petrolífero venezuelano a grandes companhias dos EUA, que planejam investir na recuperação da infraestrutura e aumentar a produção. As refinarias da Costa do Golfo, especializadas em processar petróleo pesado, chegavam a importar cerca de 500 mil barris por dia antes das primeiras sanções.
Segundo a Casa Branca, uma reunião com executivos do setor petrolífero está prevista ainda nesta semana para discutir os próximos passos do acordo.
O volume de 50 milhões de barris corresponde a aproximadamente dois meses da produção atual da Venezuela, estimada em 1 milhão de barris diários.
Fim.
Para entender o funcionamento de contas de custódia para receitas de commodities, o Departamento de Energia dos Estados Unidos disponibiliza detalhamento técnico sobre o tema.
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Este acordo reforça a aproximação comercial entre Caracas e Washington e deve impactar tanto a indústria petrolífera quanto o comércio bilateral. Fique por dentro de novas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de G1




