ESTADOS UNIDOS — Às 20h35 deste domingo (19/4), o barril do WTI era negociado a US$ 88,57, alta de 7,2%, e o Brent avançava 6,8%, para US$ 96,58, após novo impasse entre Irã e Estados Unidos que voltou a restringir a travessia de petroleiros no Estreito de Ormuz.
- Em resumo: volta do bloqueio elevou o petróleo em mais de 7% em Chicago.
Idas e vindas sobre a passagem estratégica
Na sexta-feira (17/4), Teerã anunciara a reabertura total da rota, gesto que derrubou as cotações em mais de 9%. Porém, no sábado (18/4) o governo iraniano recuou, reagindo à declaração do presidente norte-americano Donald Trump de que o bloqueio naval dos EUA permaneceria ativo.
Durante o fim de semana, a Guarda Revolucionária disparou contra embarcações e forças dos EUA apreenderam um cargueiro iraniano que tentava furar o cerco, ação tratada pelo Comando Militar do Irã como “pirataria”.
Cessar-fogo perto do fim e risco de escassez prolongada
A agência estatal Irna informou que o Irã não comparecerá à rodada de negociações marcada para segunda-feira (20/4). O cessar-fogo em vigor acaba na quarta-feira (22/4), elevando o temor de retomada da guerra iniciada em 28 de fevereiro.
Especialistas alertam que, mesmo que um acordo seja costurado, pode levar meses até que o fluxo no estreito normalize e os combustíveis recuem nos postos, dada a fila de navios e os danos à infraestrutura energética.
Impacto global chega aos sergipanos
O encarecimento do petróleo pressiona derivados como gasolina e diesel, itens que influenciam o índice oficial de inflação acompanhado pelo IBGE.
Antes do conflito, o barril era cotado perto de US$ 70; chegou a ultrapassar US$ 119 e fechou na sexta-feira (17/4) a US$ 82,59 (WTI) e US$ 90,38 (Brent).
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