Na noite de domingo, familiares e vizinhos chamaram a PM após ouvir gritos e uma criança pedindo socorro. Ao chegar, os policiais encontraram quatro pessoas feridas em um apartamento no bairro Aruana.
Uma ocorrência de violência doméstica acionou equipes da Polícia Militar de Sergipe na noite de domingo, 27, em um condomínio residencial do bairro Aruana, na Zona de Expansão de Aracaju. O chamado partiu de familiares, que, segundo a corporação, buscavam ajuda junto ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) depois que gritos foram ouvidos no interior do apartamento.
De acordo com informações repassadas pela PM, vizinhos também relataram ter escutado uma criança pedindo socorro pela janela. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram um cenário de confusão: uma mulher apresentava escoriações, uma criança estava ferida e um segundo homem tinha sinais de agressão. Marcas de sangue foram observadas na sala do imóvel, indicando que a briga ocorreu em mais de um cômodo.
O suspeito das agressões, conforme a equipe que atendeu à ocorrência, foi localizado em um dos quartos. Ele se mostrava agitado e precisou ser contido e algemado para evitar novas investidas. Ainda segundo a PM, dois irmãos do homem – um deles com 11 anos – teriam sido atingidos durante a confusão. Ao todo, quatro pessoas foram conduzidas ao Hospital Fernando Franco, na zona sul da capital, onde passaram por avaliação médica e, posteriormente, receberam alta.
As circunstâncias exatas do conflito permanecem pouco claras. Nas versões colhidas pela Polícia Militar, os relatos sobre o que teria provocado o episódio apresentavam divergências. Por esse motivo, todas as partes envolvidas foram encaminhadas inicialmente à delegacia plantonista e, na sequência, à Casa da Mulher Brasileira, unidade que concentra serviços de acolhimento, registro de ocorrência e encaminhamentos previstos na Lei Maria da Penha.
No local, foram adotadas as providências legais cabíveis para casos de violência doméstica. A ocorrência ficou registrada nos autos como crime praticado no âmbito familiar, contemplando tanto lesão corporal quanto agressões psicológicas, conforme definição da legislação de proteção às mulheres.
O atendimento contou com o apoio de equipes especializadas, que reforçaram a necessidade de acompanhamento psicológico para os envolvidos, especialmente para a criança de 11 anos e para a mulher que sofreu ferimentos. A Polícia Militar destacou que casos como esse devem ser denunciados imediatamente, pois a atuação rápida pode evitar escaladas de violência.
Moradores da região disseram estar preocupados com a reincidência de situações de briga no endereço citado. Eles afirmam que barulhos foram percebidos em outras ocasiões, mas que os gritos ouvidos no domingo (27) ultrapassaram o habitual e evidenciaram maior gravidade. Diante da repercussão do caso, órgãos de assistência social monitoram o núcleo familiar para identificar eventuais necessidades de proteção permanente.
O suspeito permanece à disposição da Justiça. A polícia reforça que denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo telefone 190, pelo Disque 180 ou presencialmente em qualquer delegacia. O anonimato é garantido, e a participação da comunidade é considerada fundamental para interromper ciclos de agressão dentro de casa.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.



