Banco Central – Em 26 de março de 2026, o presidente interino Gabriel Galípolo expôs que 101 milhões de brasileiros estão presos ao rotativo do cartão, arcando com juros que ultrapassam 100% ao ano — a taxa mais salgada do mercado.
- Em resumo: Rotativo, criado para emergências, virou dívida permanente para quase metade da população adulta.
Por que o rotativo virou armadilha financeira
Galípolo alertou que a linha deveria ser usada “apenas em casos extremos”, mas acabou normalizada. Segundo dados oficiais do Banco Central, a taxa média do rotativo supera, com folga, qualquer outra modalidade de crédito.
Especialistas apontam que, sem educação financeira consistente e limite claro de gasto, famílias entram em efeito bola de neve: pagam o mínimo, acumulam encargos e veem a dívida dobrar em meses.
101 milhões de pessoas no Brasil têm dívidas no cartão de crédito, pagando taxas de juros acima de 100% ao ano.
Impacto no bolso e no sistema bancário
O volume de inadimplência pressiona tanto o orçamento doméstico quanto a saúde das instituições: quanto maior o calote, maior a necessidade de provisão bancária, refletindo em custos para todos os correntistas.
Debates internos no governo já discutem limitar o spread ou criar parcelamento automático para conter a escalada. No Congresso, projetos de teto de juros voltam à pauta sempre que o endividamento bate recorde.
Para Galípolo, uma “discussão estrutural” é urgente: rever a cultura de crédito fácil e incentivar linhas com custo menor, como consignado ou financiamento direto.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central
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