CURITIBA (PR) – Em entrevista nesta quinta-feira (26/03), o governador Ratinho Júnior (PSD) confirmou que não concorrerá à Presidência da República em 2026, escolha que classificou como “muito difícil” e motivada pelo receio de ver o Paraná envolvido nas disputas políticas de Brasília.
- Em resumo: Ele cumpre o mandato até 2026 e abre espaço para Caiado ou Leite liderarem o PSD.
Por que o recuo agora?
O governador afirmou que, embora fosse um dos três nomes avaliados pela sigla, pesaram fatores familiares, compromissos firmados em campanha e a vontade de proteger o Estado das crises federais. Pelas regras eleitorais registradas na Câmara dos Deputados, qualquer chefe do Executivo que deseje disputar o Planalto precisa deixar o cargo seis meses antes do pleito, prazo que ele não pretende cumprir.
Além disso, Ratinho Júnior declarou intenção de retornar ao setor privado e assumir o grupo de comunicação fundado por seu pai após concluir o atual mandato.
“Eu tenho muito medo que as brigas de Brasília venham atrapalhar o Paraná. Minha função é fazer um escudo disso e proteger o paranaense”, ressaltou.
O que muda dentro do PSD?
Com a saída de Ratinho, o PSD concentra suas apostas em Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). O presidente do partido, Gilberto Kassab, definiu 15 de abril como data-limite para anunciar quem receberá apoio nacional.
A desistência também reforça o discurso de continuidade local: Ratinho quer manter obras de infraestrutura e o programa de atração de investimentos que, segundo ele, tornaram o Paraná um dos estados mais competitivos nos últimos sete anos.
Crédito da imagem: Divulgação
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