CHINA — Na última terça-feira (28/4), a chegada ao centro de Xangai em apenas oito minutos a partir do aeroporto exemplificou por que o país asiático virou vitrine global de infraestrutura.
- Em resumo: velocidade, escala e planejamento explicam as megaobras concluídas em poucos anos.
Trem de levitação magnética simboliza a mudança
O maglev — que flutua sobre os trilhos e ultrapassa 400 km/h — liga pontos estratégicos da metrópole em questão de minutos, convertendo-se em cartão-postal da engenharia chinesa.
Segundo especialistas, o avanço está na capacidade de executar projetos de longo prazo sem rupturas políticas, algo favorecido pela continuidade do mesmo grupo no poder.
Velocidade reduz custos bilionários
A lógica é simples: quanto mais depressa a obra fica pronta, menor o gasto com revisões e atrasos, um calcanhar de Aquiles para megaprojetos em democracias que enfrentam trocas de governo.
Escala repete modelos e barateia construções
Ao replicar aeroportos, estações de metrô e linhas férreas em várias cidades, o país dilui custos por unidade e entrega complexos inteiros em prazos que, no Ocidente, levariam décadas.
Uso de dados orienta a expansão urbana
Levantamentos sobre deslocamento, consumo e comportamento guiam decisões de onde investir, tratando as cidades como organismos em constante adaptação.
Dilema: eficiência versus participação social
A rapidez, porém, cobra um preço: decisões centralizadas podem deslocar famílias para bairros distantes a fim de liberar espaço para novas avenidas ou estações, tema que ainda gera resistência interna.
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Crédito da imagem: Reprodução / Globo




