O episódio 319 do podcast Educação Financeira, publicado nesta segunda-feira (24/11/2025), traz orientações do consultor Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting, para motoristas que têm a seguinte dúvida: é melhor investir em um carro zero-quilômetro, mas com poucos itens de série, ou em um modelo usado, porém mais completo?
Três pilares para a decisão
Briganti recomenda que a escolha seja guiada por três aspectos principais: procedência, conservação e custo total. A partir deles, o consumidor consegue mensurar riscos e despesas antes de fechar negócio.
Procedência envolve checar histórico de uso, quantidade de proprietários, eventuais sinistros e situação documental. “RENAVAM, chassi e motor funcionam como o CPF do veículo”, afirma o especialista, reforçando que irregularidades podem gerar problemas jurídicos e financeiros.
Conservação refere-se ao estado geral do automóvel. Carros novos entregam garantia de fábrica e revisões programadas, enquanto um seminovo pode exigir manutenção imediata, troca de peças e, em alguns casos, seguro mais caro.
Por fim, o custo total deve ser calculado para um ciclo de dois a três anos, somando preço de compra, combustível, IPVA, seguro, manutenção e depreciação. Essa projeção mostra qual alternativa pesa menos no bolso ao longo do tempo.
Sinais de alerta
O consultor elenca indícios que podem inviabilizar a compra de um usado: histórico confuso de proprietários, quilometragem incompatível com o desgaste, soldagens ou pinturas recentes e resistência do vendedor em mostrar documentos originais.
Onde comprar
Para quem não possui conhecimento técnico, Briganti recomenda negociar em concessionárias ou revendas que ofereçam respaldo jurídico. Já compradores dispostos a assumir mais risco podem optar pela compra direta de particulares, desde que realizem vistoria especializada e sigam um checklist rigoroso.
Não existe escolha única
De acordo com o especialista, a opção mais adequada depende do momento de vida e do orçamento de cada pessoa. Se a prioridade é previsibilidade, o 0 km tende a ser mais indicado. Quem busca conforto e equipamentos adicionais pode encontrar melhor relação custo-benefício em um usado — desde que procedência e conservação sejam comprovadas.
O carro zero mais barato disponível no mercado brasileiro atualmente custa em torno de R$ 80 mil, valor que já serve de parâmetro inicial para o cálculo de despesas futuras.
Com informações de G1
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a consulta ao RENAVAM é a forma mais segura de confirmar a regularidade de um veículo antes da transferência.
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